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Sociedade não deve apenas lamentar escândalos, diz ONG | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A sociedade brasileira "não deve lamentar" o escândalo do mensalão, e sim tomar atitudes para punir os culpados e combater a corrupção, disse nesta terça-feira a organização Transparência Internacional, com sede na Alemanha. O coordenador para América Latina da ONG, Andrés Hernández, disse à BBC Brasil que esta é uma tarefa é "de todos". "O governo tem o papel importante de demonstrar que casos internos de corrupção não fiquem impunes", disse ele. "No entanto, o problema é de todos. Não é bom que esta responsabilidade dada ao governo sirva para que outros setores lavem as mãos (no combate à corrupção)." O caso mensalão voltou às páginas dos jornais estrangeiros depois que o Supremo Tribunal Federal (SFT) de julgar por corrupção 37 pessoas envolvidas no maior escândalo de corrupção do governo Lula. A imprensa brasileira e estrangeira destacou as acusações de corrupção ativa a serem enfrentadas por ex-assessores importantes de Lula, como o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, o ex-presidente do PT, José Genoíno, e o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares. Mas o porta-voz da organização que acompanha a corrupção no mundo lembrou que "algumas denúncias envolvem pessoas do setor privado ou pessoas que não estão vinculadas com partidos políticos". "É importante que as sociedades avancem de maneira conjunta na luta contra a corrupção", ele afirmou. Avanços Hernández destacou que nos últimos anos o Brasil tem dado passos importantes no combate à corrupção - ainda que o país tenha caído em rankings recentes publicados pela organização. "As mudanças associadas ao combate à corrupção são lentas, mas hoje existem organizações sociais fazendo vigilância da gestão das autoridades publicas, empresários comprometidos com a ética, debate em relação às formas de financiamento dos partidos", ele reconheceu. "Os índices e ferramentas da Transparência Internacional são alertas para o país, e com isto me refiro aos múltiplos atores: governo, sociedade civil, empresários." "É importante que os escândalos não fiquem nos jornais e que as instituições responsáveis emitam decisões que sejam exemplos para a sociedade", reiterou Andrés Hernández. |
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