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Atualizado às: 28 de agosto, 2007 - 09h20 GMT (06h20 Brasília)
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Liverpool ganha Museu da Escravidão; veja fotos
Roupa da Ku Klux Klan (Crédito: Lee Garland)
O racismo da Ku Klux Klan é um dos flagelos dos afro-descendentes
A cidade de Liverpool, mais conhecida como berço dos Beatles, abriu nesta semana o Museu da Escravidão Internacional, totalmente dedicado ao comércio negreiro e suas conseqüências no mundo.

A coleção exibe fotos, objetos e vídeos que não só abrangem a época da escravidão, mas cobrem os sucessos e problemas enfrentados por ex-escravos e descendentes dos séculos posteriores até hoje.

A intenção da mostra, no entanto, não é apenas traçar uma história de flagelos, mas destacar também a sobrevivência e promoção da cultura africana em todo o mundo, como conseqüência da escravidão.

O museu é dividido em três áreas:

Na seção "Vida na África Ocidental" são apresentados os diferentes povos e culturas que foram vítimas dos navios negreiros.

Brasileiros

Na área batizada de "Passagem Média", o museu revela a brutalidade e o trauma vividos pelos africanos escravizados e embarcados para serem vendidos nas Américas.

A terceira seção chama-se "Legados da Escravidão", que tenta sintetizar o racismo e a discriminação enfrentados pela população negra, após a abolição da escravatura.

Nesta seção, foi construído um painel com 76 personalidades afrodescendentes, que de alguma forma contribuíram para a divulgação e ampliação da cultura africana ou para o combate ao racismo e à discriminação.

Entre essas figuras históricas, que incluem o boxeador Muhammed Ali e a apresentadora Oprah Winfrey, estão os brasileiros Pelé, a política Benedita da Silva e o capoeirista mestre Pastinha.

Há também uma vasta seleção da música criada por afrodescendentes, da qual vários fazem parte.

A cidade portuária de Liverpool foi um dos centros do comércio escravagista no século 18, e a abertura do museu coincide com o Dia Mundial de Lembrança da Escravidão, que marca o dia de uma rebelião de africanos escravizados na ilha de Santo Domingo (que hoje abria o Haiti e a República Dominicana) em 1791.

A comemoração, no dia 23 de agosto, foi criada pela Unesco para lembrar que os próprios escravos foram os principais responsáveis pela própria libertação.

Roupa da Ku Klux Klan (Crédito: Lee Garland)Herança
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