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Atualizado às: 15 de agosto, 2007 - 15h50 GMT (12h50 Brasília)
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Série de ataques é a segunda mais mortal no Iraque

menino ferido
Menino ferido é socorrido depois das explosões desta terça-feira
As explosões suicidas coordenadas ocorridas nesta terça-feira no noroeste do Iraque representam o segundo ataque mais mortal no país desde o início do conflito, em 2003.

De acordo com autoridades locais, pelo menos 200 pessoas foram mortas nas explosões de um caminhão-tanque e três carros-bomba nas proximidades da cidade de Kahtaniya, a 120 quilômetros de Mosul.

Acredita-se que o número de vítimas possa aumentar, já que os trabalhos de resgate continuam e várias pessoas estão sob os escombros de lojas e das cerca de 30 casas de barro que foram destruídas.

Com o número atual de vítimas fatais, o ataque desta terça-feira foi apenas menos mortal do que uma série de explosões de bombas e morteiros coordenadas em novembro de 2006, que mataram 215 pessoas, de acordo com a organização não-governamental Iraq Body Count, que desde a invasão dos Estados Unidos no Iraque faz uma contagem dos civis mortos em atos violentos.

Violência sectária

As explosões de novembro ocorreram no bairro Cidade Sadr, em Bagdá, habitada majoritariamente por muçulmanos xiitas e pobres e alvo de ataques freqüentes de insurgentes sunitas.

Outros dois dos cinco ataques mais mortais no Iraque desde 2003 também ocorreram em uma área predominantemente xiita: o bairro de Sadriya, também localizado na capital iraquiana.

Em abril deste ano, 140 pessoas foram mortas na explosão de um carro-bomba em um mercado de alimentos, que já tinha sido destruído dois meses antes em outro ataque que matou 130 pessoas.

Os cinco ataques mais mortais no Iraque, portanto, ocorreram entre novembro de 2006 e agosto deste ano, embora o incidente com mais mortos tenha ocorrido em agosto de 2005, quando mais de mil peregrinos xiitas morreram pisoteados durante um tumulto gerado por rumores da iminência de um ataque.

A violência sectária entre xiitas e sunitas no Iraque aumentou após um ataque a um importante templo xiita na cidade de Samarra, em fevereiro de 2006.

Desde então, insurgentes sunitas e militantes xiitas têm realizado inúmeros atos de violência uns contra os outros.

Os atentados contra xiitas costumam matar um número maior de pessoas por causa das táticas adotadas pelos insurgentes sunitas, que geralmente utilizam carros ou homens-bomba em suas operações.

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