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Atualizado às: 15 de agosto, 2007 - 19h42 GMT (16h42 Brasília)
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Série de explosões foi a mais mortal no Iraque desde 2003
Vitima das explosões no norte do Iraque
Tensão entre muçulmanos e yazidis na região aumentou em abril
As explosões suicidas coordenadas ocorridas na terça-feira no noroeste do Iraque representam o ataque com o maior número de vítimas fatais desde o início do conflito no país, em 2003.

Mais de 250 pessoas foram mortas nas explosões de um caminhão-tanque e três carros-bomba nas proximidades da cidade de Kahtaniya, a 120 km de Mosul.

Outras pelo menos 350 pessoas ficaram feridas, e o número de vítimas possa aumentar - já que os trabalhos de resgate continuam e várias pessoas estão sob os escombros de construções destruídas.

Os ataques aparentemente tiveram como alvo membros da religião yazidi, seguida por muitos curdos.

Advertência

Representantes das forças americanas no Iraque acusaram membros da Al-Qaeda de estarem por trás dos ataques.

Segundo eles, na semana passada foram distribuídas mensagens nos vilarejos da região advertindo aos seguidores da religião yazidi que fugissem.

YAZIDIS
Religião seguida por comunidades no Iraque, Síria e no Cáucaso
Cerca de 500 mil seguidores, a maior parte no norte do Iraque
Credo mistura preceitos judaicos, zoroastristas, cristãos, islâmicos e de outras religiões
Os yazidis acreditam num Deus supremo, mas não acreditam na existência do mal, do pecado, do inferno ou do demônio
Principal divindade é Malak Taus, o “anjo-pavão”, anjo supremo dos sete anos que passaram a controlar o universo depois que ele foi criado por Deus

Um episódio ocorrido em abril, quando uma garota yazidi foi apedrejada por sua comunidade depois de ter se convertido ao islamismo, acabou incitando a atual onda de tensão entre seguidores das duas religiões no norte do Iraque.

Poucos dias depois do incidente, 23 yazidis foram retirados de um ônibus e mortos a tiros.

Alguns muçulmanos vêem os yazidis - cuja religião é anterior ao islamismo e mistura preceitos observados por diversos credos – como adoradores do demônio.

Violência sectária

De acordo com a organização não-governamental Iraq Body Count, que faz uma contagem dos civis mortos em atos violentos desde o início da guerra no Iraque, até antes dos atentados de terça-feira, o ataque mais mortal no país desde o início da ofensiva havia sido uma série de explosões coordenadas em novembro de 2006, que matou 215 pessoas.

As explosões de novembro ocorreram no bairro de Cidade Sadr, em Bagdá, habitada majoritariamente por muçulmanos xiitas e pobres e alvo de ataques freqüentes de insurgentes sunitas.

Outros dois dos cinco ataques mais mortais no Iraque desde 2003 também ocorreram em uma área predominantemente xiita: o bairro de Sadriya, também localizado na capital iraquiana.

A violência sectária entre xiitas e sunitas no Iraque aumentou após um ataque a um importante templo xiita na cidade de Samarra, em fevereiro de 2006.
Desde então, insurgentes sunitas e militantes xiitas têm realizado inúmeros atos de violência uns contra os outros.

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