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Atualizado às: 10 de agosto, 2007 - 22h36 GMT (19h36 Brasília)
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Lula nega disputa com Chávez ao fim de giro pelo exterior

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante encontro com o presidente do Panamá, Martín Torrijos, na Cidade do Panamá. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula chamou duas vezed presidente do Panamá pelo nome errado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta sexta-feira, na Cidade do Panamá, uma disputa política na América Latina com o presidente venezuelano, Hugo Chávez – que, como ele, viajou nos últimos dias por países da região.

O principal objetivo da viagem de Lula a Honduras, México, Nicarágua, Jamaica e Panamá foi promover o uso do etanol como combustível. Chávez, que visitou Argentina, Uruguai, Equador e Bolívia, firmou acordos sobre gás natural e petróleo.

Lula disse que "cada país é soberano" para decidir sua política energética e lembrou que Chávez é comprador de etanol brasileiro (para misturar na gasolina).

"Qual é o problema? É que a Venezuela tem petróleo demais. Então, obviamente, o Chávez pode ter uma política de maior flexibilidade nos seus acordos de petróleo do que o Brasil, que, embora produza 2 milhões de barris por dia, consome tudo o que produz", afirmou o presidente Lula.

"Cada país é soberano para adotar a política que melhor entende. Eu não tenho como oferecer petróleo a ninguém porque nós não temos petróleo de sobra", acrescentou.

"Eu tenho que oferecer álcool. Agora, como o álcool não é do Estado, eu não posso dá-lo, tenho que vendê-lo", disse o presidente, que encerrou no Panamá a viagem pela região.

Reações diversas

Nem todos os países visitados por Lula receberam bem a idéia do presidente de produzir mais etanol para uso como combustível.

A idéia foi bem recebida na Jamaica, mas na Nicarágua o presidente encontrou um governo cético e mais interessado em receber petróleo venezuelano para resolver com usinas termoelétricas o problema de blecautes no país.

"Não é uma questão ideológica, é uma questão de saber se precisa ou não precisa (do álcool combustível)", disse Lula, sobre a resistência ao etanol na região.

No contato com a imprensa, o presidente mostrou muita irritação quando foi questionado sobre a reação de Fernando Henrique Cardoso às críticas que Lula fez ao fim do programa do álcool combustível no país nos anos 90.

Ao comentar as declarações de Lula, feitas na quinta-feira, na Jamaica, Fernando Henrique disse: "De álcool, Lula entende mais do que eu".

Sem se estender no assunto, Lula lembrou que não citou o nome do ex-presidente durante seu discurso. "Mentiu quem disse que eu citei o nome do Fernando Henrique Cardoso", afirmou o presidente. "Eu citei períodos."

Gafe

No Panamá, o presidente Lula cometeu uma gafe em uma cerimônia de entrega de uma comenda que leva o nome do pai do presidente panamenho, Omar Torrijos Herrera.

No discurso de agradecimento, Lula citou duas vezes o presidente "Alejandre Torrijos".

Só na terceira vez se deu conta do erro e se dirigiu ao "meu querido Martín Torrijos", o nome correto do presidente.

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto afirmou depois que o nome estava errado na nominata (papel com o nome das autoridades presentes) recebido pelo presidente.

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