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Atualizado às: 06 de agosto, 2007 - 13h16 GMT (10h16 Brasília)
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Drama dos reféns do Talebã comove a Coréia do Sul

O pai do refém Shim Sung-min, encontrado morto no último 31 de julho
Sofrimento das famílias das vítimas gera comoção em todo o país
O drama dos 21 missionários sul-coreanos mantidos como reféns pelo Talebã no Afeganistão virou uma obsessão nacional na Coréia do Sul. A crise está diariamente nas primeiras páginas dos jornais do país e ocupa o lugar de principal destaque em noticiários de televisão e rádio.

Criou-se um clima de solidariedade com as famílias dos reféns, que fazem pública a sua angústia em apelos pela libertação do grupo.

"Por favor salvem os nossos filhos imediatamente", disse Kim Taek-kyoung, mãe de um refém, durante uma cerimônia fúnebre em homenagem a um dos dois seqüestrados que já foram mortos.

Mas a situação também está levando muitos a questionar o que o grupo estava fazendo no Afeganistão.

Os sul-coreanos trabalhavam para uma entidade cristã missionária, uma das muitas que vêm crescendo na Coréia do Sul nos últimos anos.

Estima-se que atualmente o número de cristãos na Coréia do Sul fique entre um quarto e um quinto da população.

O diretor da organização que enviou o grupo ao Afeganistão, Park Eun-jo, disse estar fazendo o que pode pela libertação dos reféns.

"Nós vamos tentar o nosso melhor para solucionar esta crise e confortar as famílias. Esperamos resolver esta crise aqui na Coréia e no Afeganistão."

De mãos atadas

O governo sul-coreano, por sua vez, se vê numa situação difícil uma vez que não tem como exercer controle sobre o que acontece no Afeganistão.

As autoridades afegãs já disseram que não querem ceder às exigências do Talebã, de trocar os reféns por prisioneiros mantidos no Afeganistão.

Para o governo de Cabul, isso poderia levar a ainda mais seqüestros. Daí a limitação do espaço de manobra de Seul.

"Nos nossos contatos, o nosso principal objetivo é deixar claro que há um limite do que o nosso governo pode fazer para atender às suas demandas de libertação dos prisioneiros", disse um porta-voz do governo sul-coreano, Cheon Ho-seon.

Manifestação
Solidariedade dos sul-coreanos também se expressa nas ruas

Seul se opõe a uma operação militar para tentar libertar reféns porque teme que mais pessoas acabem mortas.

Dois reféns do grupo, de originalmente 23 pessoas seqüestradas em 19 de julho, já foram mortos pelos militantes. Os corpos do Pastor Bae Hyung-kyu e de Shim Sung-min foram encontrados nos dias 26 e 31 de julho, respectivamente.

Como alternativa a uma ação militar, políticos sul-coreanos montaram uma grande ofensiva diplomática para tentar influenciar o desfecho da crise.

Oito parlamentares viajaram para Washington na semana passada para pedir o apoio dos Estados Unidos e o ministro do Exterior, Song Min-soon, teve encontros com um alto funcionário do Departamento de Estado americano.

Em outra frente, a uma delegação que inclui o embaixador sul-coreano em Cabul tem mantido negociações com o Talebã.

Cada vez mais não só os políticos como a população sul-coreana apostam na ajuda dos Estados Unidos para encontrar uma solução ao impasse.

Alguns acreditam que a atual crise é resultado direto da decisão do presidente Roh Moo-hyun de enviar forças ao Afeganistão para ajudar nas operações militares lideradas pelos americanos no país.

Eles argumentam que Seul deveria se comprometer a retirar a sua pequena força de 200 homens do Afeganistão.

Na realidade, entretanto, ninguém sabe como e quando a crise poderá ser resolvida.

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