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EUA atrasam entrega de armas ao Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A coalizão liderada pelos Estados Unidos vem enfrentando dificuldades para entregar o equipamento prometido às Forças Armadas iraquianas, revelaram dados divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Segundo o Pentágono, até agora pouco mais de um terço das armas prometidas foram entregues. Os dados foram divulgados depois que o comandante militar dos Estados Unidos encarregado de treinar as forças iraquianas, o general James Dubik, pediu mais rapidez na entrega do equipamento. A demora também preocupa autoridades iraquianas. Na quarta-feira, o embaixador iraquiano em Washington, Samir Sumaidaie, disse que os atrasos causados pela burocracia estão prejudicando a capacidade de combate das tropas de seu país. "Há um sentimento geral de frustração no governo iraquiano sobre o modo como as Forças Armadas iraquianas estão sendo equipadas", disse Sumaidaie. "Esse é um esforço conjunto entre o governo iraquiano e o governo dos Estados Unidos, e o processo não está evoluindo com a rapidez necessária para melhorar a capacidade de combate das forças iraquianas." "É preciso encontrar uma maneira de melhorar esse processo", afirmou o embaixador iraquiano. O governo americano disse que está fazendo todo o possível para enviar os equipamentos, dando prioridade para aqueles usados na luta contra os insurgentes. Segundo o Pentágono, algumas entregas foram atrasadas pelo processo de licenciamento para exportação. "É um desafio. Não é possível fazer isso (armar as forças iraquianas) da noite para o dia", disse o porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, o general Peter Pace, prometeu trabalhar para tornar mais ágil o envio de equipamento às forças iraquianas. Pesquisa Também nesta quinta-feira, a BBC divulgou os números de seu último levantamento semanal de mortes no Iraque. Segundo a pesquisa, 416 pessoas (a maioria civis) morreram no país no período encerrado na última quarta-feira. Esse resultado representa uma redução no número de mortes em comparação com a semana anterior. A pesquisa tem como objetivo verificar os resultados da escalada das tropas americanas no Iraque e é baseada em dados fornecidos por autoridades americanas e iraquianas. O general Ray Odierno, o número dois na hierarquia militar dos Estados Unidos no Iraque, demonstrou otimismo com a redução no número de americanos mortos no país. Odierno, no entanto, reagiu com cautela, afirmando que os ataques à Zona Verde - área fortificada onde estão prédios oficiais e embaixadas - ficaram mais precisos nos últimos meses. |
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