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Atualizado às: 17 de julho, 2007 - 19h52 GMT (16h52 Brasília)
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Relatório: Al-Qaeda ganha força e tenta entrar nos EUA
Soldado dos EUA no Afeganistão
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A Al-Qaeda se reagrupou, se fortaleceu e está intensificando seus esforços para colocar membros ativos nos Estados Unidos, alerta um relatório americano divulgado nesta terça-feira.

Segundo o relatório, compilado com informações de todas as agências de inteligência americanas, os Estados Unidos estarão em risco contínuo de ataques extremistas nos próximos três anos – e a Al-Qaeda ainda é “a mais grave ameaça terrorista”.

O relatório também diz que o grupo liderado por Osama Bin Laden, acusado de planejar os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, encontrou um porto seguro em áreas de fronteira entre Paquistão e Afeganistão, o que permitiu seu reagrupamento.

“Apesar de termos descoberto desde 11 de setembro (de 2001) apenas alguns indivíduos nos Estados Unidos que têm ligação com a mais importante liderança da Al-Qaeda, julgamos que a Al-Qaeda vai intensificar seus esforços para colocar membros ativos aqui”, diz o documento.

“Como resultado, avaliamos que os Estados Unidos estão, atualmente, em um ambiente de ameaça.”

O documento também diz que existe o risco de a cooperação internacional contra grupos extremistas diminuir à medida que se enfraquecerem as lembranças dos ataques de 2001.

Risco

Frances Townsend, conselheira de segurança nacional da Casa Branca, disse que não é surpresa o fato de a Al-Qaeda continuar tentando um ataque contra os Estados Unidos.

Os esforços dos Estados Unidos e agências internacionais significam que grupos militantes vêem o país como “um alvo mais difícil de atacar” do que na época dos ataques de 11 de setembro, disse.

Quando perguntada se a guerra liderada pelos Estados Unidos no Iraque tinha fornecido o local de treinamento ideal para terroristas, Townsend afirmou que a Al-Qaeda poderia tentar usar seus contatos no Iraque, mas que extremistas também estão conseguindo experiência em outros países como o Paquistão.

A conselheira acrescentou que os Estados Unidos ainda estão determinados a encontrarem o líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden. “Ele será capturado ou morto e esta é uma grande prioridade para nós”, disse.

Na semana passada, um documento secreto com dados de inteligência, também contendo informações sobre o grupo extremista, foi divulgado pela imprensa.

O documento indicava que a capacidade de operação da Al-Qaeda está em seu nível mais alto desde os ataques de 11 de setembro de 2001, apesar da operação para desmantelar a rede, que já dura seis anos.

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