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Deputados venezuelanos devem visitar Congresso brasileiro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Deputados venezuelanos devem vir a Brasília para discutir com colegas brasileiros a aprovação da adesão do país ao Mercosul. A visita foi proposta pelo embaixador venezuelano em Brasília, Julio García Montoya, que se encontrou nesta quarta-feira no Congresso com o presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, Vieira da Cunha (PDT-RS). Segundo Vieira da Cunha, os deputados venezuelanos vêm para o Brasil para "tentar desfazer a tensão" provocada pelas recentes declarações do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que criticou o Congresso brasileiro. O embaixador disse aos parlamentares brasileiros que as declarações de Chávez na terça-feira, ameaçando deixar o bloco se a adesão não fosse aprovada em três meses, foram mal-interpretadas. "Ele disse que ele (Chávez) jamais daria um ultimato", contou o deputado brasileiro à BBC Brasil. "Como ele fala pelo governo venezuelano, se ele diz que não houve ultimato, nós acreditamos." 'Distensionar' A data da visita dos deputados venezuelanos ainda não foi marcada, mas o deputado Vieira da Cunha diz que gostaria que o encontro ocorresse antes do recesso parlamentar, que começa dia 18. O embaixador ainda espera a confirmação da Assembléia Nacional venezuelana, mas a embaixada diz que a proposta foi bem recebida pelos deputados do país. "Tivemos uma conversa franca e muito proveitosa e dissemos que era importante um gesto concreto", disse Vieira da Cunha. "O embaixador sugeriu a visita da comissão parlamentar." A intenção, segundo o deputado, é "distensionar" o ambiente, que ficou "muito complicado" nas últimas semanas e piorou nos últimos dias. A tensão começou com a reação de Chávez a uma moção aprovada pelo Senado pedindo a revisão da decisão de não renovar a licença de funcionamento da emissora de televisão RCTV. Chávez disse que o Congresso era "papagaio de Washington" e obedecia a ordens do governo americano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania do Congresso e disse que a declaração do venezuelano poderia ser ruim para o próprio Chávez, já que é o Congresso quem aprova tratados internacionais, como a adesão do país ao Mercosul. Situação incerta O lance mais recente foi protagonizado por Chávez nesta terça-feira, quando o presidente venezuelano disse que se dentro de uns três meses a adesão da Venezuela não fosse aprovada pelo Congresso brasileiro o país se retiraria do bloco "por dignidade", já que ele considerava a demora uma falta de respeito. Vieira da Cunha, que é da base de apoio ao governo, diz que normalmente o assunto não teria dificuldade para ser aprovado no Congresso, já que o governo tem maioria, mas afirma que a situação ficou incerta a partir das críticas de Chávez. "A resistência aumentou e virou uma coisa supra-partidária, em defesa da soberania do Congresso. Estava ganhando um caráter institucional", afirmou. A intenção, segundo ele, é acalmar os ânimos para evitar uma derrota. "Se não tomarmos providência, corremos o risco de a proposta não ser aprovada." A proposta de adesão da Venezuela, que foi enviada pelo Executivo em fevereiro, tem que ser aprovada, respectivamente, pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara, plenário da Câmara e Comissão e Relações Exteriores do Senado. Além de Vieira da Cunha, participaram também da reunião com o embaixador venezuelano o senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) e os deputados Dr. Rosinha (PT-PR), que será o relator na Comissão do projeto de adesão da Venezuela e o vice-presidente da Comissão, Marcondes Gadelha (PSB-PB). |
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