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Nasce 1º bebê de óvulo amadurecido em laboratório | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cientistas canadenses anunciaram nesta segunda-feira que nasceu o primeiro bebê criado de um óvulo que amadureceu em laboratório, foi congelado, descongelado e fertilizado. Até agora, não se sabia se o óvulo que passou por esse processo poderia sobreviver ao descongelamento para ser fertilizado. A descoberta dá esperança particularmente para pacientes com problemas de fertilidade ligados ao câncer. Hannal Holzer e seus colegas no Centro Reprodutivo McGill, de Montreal, alertaram, contudo, que a técnica de amadurecimento in vitro ainda não foi tentada em mulheres com a doença. As mulheres que eles estudaram tinham síndrome do ovário policístico - um distúrbio em que os ovários estão cobertos de cistos, o que pode prejudicar a fertilidade. De 20 mulheres submetidas ao tratamento, quatro ficaram grávidas. Hiperestimulação "Até agora, não se sabia se oócitos (óvulos imaturos) recolhidos de ovários não-estimulados, amadurecidos e depois manuseados in vitro poderiam sobreviver a um descongelamento, ser fertilizados com sucesso e resultar em uma gravidez viável depois da transferência do embrião", disse Holzer, que coordenou o experimento. "Nós demonstramos pela primeira vez que é possível fazer isto e, até agora, nós conseguimos quatro gestações bem sucedidas, um das quais resultou em um nascimento." A quimioterapia, tratamento a que se submetem pessoas com câncer, pode causar infertilidade. Por isso, algumas mulheres com a doença optam por ter seus óvulos coletados e congelados antes de se submeterem a esse tipo de tratamento. Mas nem todas as mulheres podem adiar o início da quimioterapia para se submeterem a um tratamento para estimular seu ovário a produzir óvulos. Determinados tumores, inclusive em alguns casos de câncer de mama, podem crescer se as mulheres tomarem medicamentos para estimular o funcionamento dos ovários. O sucesso da experiência canadense também representa um caminho para que mulheres evitem complicações, como síndrome de hiperestimulação ovariana (OHSS, em inglês) - que é rara, mas potencialmente fatal. O problema pode surgir em mulheres que tomarem medicamentos para a fertilidade e é um risco particularmente para as que têm ovário policístico. Holzer alertou, contudo, que a pesquisa ainda está em seus estágios preliminares. |
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