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Atualizado às: 29 de junho, 2007 - 10h13 GMT (07h13 Brasília)
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Dez anos após o retorno à China, Hong Kong prospera

Hong Kong
Com a economia em dia, agora Hong Kong quer eleições diretas
Depois de dez anos sob o domínio chinês, Hong Kong prospera e agora sonha em ter eleições diretas para governador, embora Pequim não dê sinais de que concorda com a idéia.

As previsões oficiais apontam para um crescimento econômico de até 5,5% em 2007. O atual Produto Interno Bruto per capita é de US$ 27,35 mil (cerca de R$ 53 mil) e nos últimos dez anos o crescimento médio foi de 4,1% ao ano.

Com a economia em dia, agora os chineses da ilha querem escolher o próximo líder. Quase três quartos, ou 73,4%, dos moradores locais acreditam que as próximas eleições em 2012 já serão diretas.

A pesquisa divulgada pelo jornal local South China Morning Post sondou as opiniões de cidadãos que moram em Hong Kong há mais de 10 anos sobre as diferenças antes e depois da dominação chinesa.

Mais de 66% vêem a parceria econômica com a China como proveitosa e benéfica para os dois lados.

Dentre os 521 entrevistados, 39,9% acreditam que a ilha está melhor hoje que há 10 anos atrás e 37,3% acham que houve progressos democráticos desde 1997.

Economia

Ao longo da década, Hong Kong sofreu três grandes chacoalhadas: a crise asiática de 1997, o estouro da bolha nas ações de tecnologia e a epidemia de SARS (síndrome respiratória aguda).

Em 2003 a economia chegou ao fundo do poço por causa do surto da SARS, e o PIB per capita despencou para US$ 23,4 mil (cerca de R$ 45 mil).

A recuperação da ilha se baseou no mercado financeiro. O setor de serviços corresponde a mais de 90% do PIB. Muitas empresas chinesas listam seus papeis na bolsa de Hong Kong.

Segundo a economista chefe do governo, Helen Chan, é esta interação com o continente que faz a riqueza e a diferença em relação aos tempos de dominação inglesa.

“Nós nos beneficiamos da proteção e do crescimento da economia chinesa ao longo destes 10 anos e aproveitamos a posição estratégica para nos tornarmos porta de entrada para fazer negócios na China”, acredita Chan.

Democracia política

Mas se economicamente a ilha vai bem, a mudança para as mãos chinesas transformou o cenário político. Ao longo da década, a luta pela garantia de liberdades civis e democracia direta causou atritos com Pequim.

É fato que durante os mais de 150 anos de dominação britânica nunca houve eleições diretas para governador de Hong Kong. Naqueles tempos, o chefe do executivo era apontado pela rainha.

Mas a lei básica, acordada pelos chineses e pelos britânicos, prevê que eleições diretas sejam adotadas no futuro, embora não estabeleça um prazo.

Atualmente o governador é escolhido por Pequim, que aprova ou rejeita um candidato eleito por uma elite de 800 votantes. Esse colégio eleitoral é composto por representantes setoriais, legisladores distritais e membros do partido comunista.

Em março, Donald Tsang foi re-eleito governador com 772 votos dos 800 e aprovado pela capital. Ele deve comandar a área de administração especial até 2012.

“Não existe democracia em Hong Kong e o problema é que Pequim pressiona para que haja cada vez menos liberdade”, disse à BBC Brasil Emily Lau, membro do conselho legislativo e conhecida ativista pelas eleições diretas.

Liberdades individuais

Diferentemente da China, em Hong Kong é permitido criticar o governo e protestar. A imprensa e o judiciário são instituições reconhecidamente independentes.

Apesar de Hong Kong ter garantido o direito às liberdades civis pelos primeiros 50 anos no princípio de “um pais, dois sistemas”, esta primeira década colocou o modelo político sob pressão.

Em 2003 as ruas foram tomadas por 500 mil pessoas que protestavam contra a proposta de uma nova lei de segurança nacional. O controverso projeto poderia legitimar o uso da censura, mas acabou arquivado.

“Mas nós só temos as liberdades civis por que nos mantivemos vigilantes”, acredita Emily Lau.

Para o chinês-brasileiro Antonio Chung, que mora na ilha desde o começo dos anos 90, “a China também está aprendendo com Hong Kong, para os próximos 10 anos eles vão entender que precisam ser mais abertos”.

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