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Parceria com China criará megausina de etanol no Nordeste | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma parceria entre a empresa estatal chinesa BBCA Bioquímica, da província de Anhui, e a pernambucana Grupo Farias vai abrir duas usinas de álcool no Brasil previstas para estarem entre as maiores do país. As duas usinas deverão ser construídas no Maranhão e devem entrar em funcionamento entre 2009 e 2010. A produção inicial será de 800 milhões de litros de etanol por safra, podendo chegar a 1 bilhão de litros por safra. O custo das usinas será de aproximadamente US$200 milhões (R$390 milhões). A produção será totalmente dedicada à exportação para a China. Cada usina terá capacidade de processamento de 5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, com produção de 400 a 500 milhões de litro de etanol por safra. Esses números colocam entre as maiores do Brasil. De acordo com o ranking compilado pela UNICA, União da Agroindústria Canavieira de São Paulo, a maior usina de produção e processamento de cana na safra de 2006/2007 foi a Da Barra (7 milhões de toneladas). Em seguida, aparecem São Martinho (6,7 milhões de toneladas), Santa Elisa (5,9 milhões de toneladas), Vale do Rosário (5,4 milhões de toneladas) e Itamarati (5 milhões de toneladas). Essas unidades se dedicam à produção de açúcar e etanol. As plantas sino-brasileiras produziriam exclusivamente etanol. “Planejamos construir uma unidade que fosse a maior do Brasil, mas por uma questão de escala agro-industrial devemos optar por construir duas. Uma unidade muito grande não agrega competitividade”, explicou à BBC Brasil o presidente do Grupo Farias, Eduardo Farias. Segundo Farias, a idéia é construir as usinas no Estado do Maranhão. “É quase certo que vai ser lá, pois há uma área boa para o plantio de cana e o porto de Itaqui tem capacidade para receber navios de grande porte”, disse ele. Taxas e incentivo O Grupo Farias deve ter parte majoritária na parceria sino-brasileira e ainda avalia a melhor estratégia para conseguir uma redução nas taxas de importação sobre etanol na China. “Estamos fazendo um trabalho de convencimento junto ao governo chinês para que eles compreendam que é necessário baixar as taxas sobre o etanol", disse Farias. Segundo dados da embaixada brasileira em Pequim, pela tabela tarifária do governo chinês, os impostos sobre importações de álcool podem variar entre 30% e 40%. "O imposto atual reflete a taxação sobre bebidas alcoólicas. Estamos empenhados em um esforço para demonstrar ao governo que vale a pena cortar as taxas para incentivar a importação de etanol, que é um combustível verde", explicou o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Tang, à BBC Brasil. Há pouco mais de uma semana a China anunciou que vai parar de produzir álcool a partir de milho, por questões de segurança alimentar. O aumento no preço do grão, que serve como base de ração para animais, contribuiu para a inflação dos preços da carne de porco, principal fonte de proteína na dieta dos chineses. Dentro de duas semanas o presidente da BBCA Anhui, Li Rong-Jie, e um grupo de executivos chineses irá ao Brasil para acertar os últimos detalhes da parceria. O grupo Farias é uma empresa familiar com sede em Pernambuco, que atua no setor sucroalcooleiro há mais de quarenta anos. |
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