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Relação entre Blair e Brown foi marcada pela rivalidade | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Embora tenham uma visão política similar, a relação entre o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e seu sucessor, Gordon Brown, foi mais marcada por desavenças. Blair e Brown encontraram-se pela primeira vez em junho de 1983, quando foram eleitos para a Câmara dos Comuns no Parlamento britânico. Os dois dividiram um escritório, desenvolvendo uma relação que mudaria a direção do Partido Trabalhista. Alguns colegas descreviam Blair como sendo o mais "afável" e Brown, o mais "estudioso". Acordo A morte do líder trabalhista John Smith, em maio de 1994, foi a virada na relação entre Blair e Brown. Blair pedia a modernização do partido e era o favorito para vencer a eleição para a nova liderança da legenda à frente de Brown e outros candidatos. Em 31 de maio daquele ano, Blair e Brown tiveram o famoso encontro no restaurante Granita, em Londres, onde Brown teria concordado em deixar o caminho livre para o colega. Também teria sido acertado que um dia Blair renunciaria a favor de Brown – partidários de Blair, no entanto, disseram que tal acordo nunca existiu. Com uma vitória histórica sobre John Prescott e Margaret Beckett, Tony Blair foi eleito líder do Partido Trabalhista em julho de 1994. Rivalidade A rivalidade entre Blair e Brown tornou-se um grande foco de atenção na Grã-Bretanha, embora as rixas raramente tenham se tornado públicas. As discórdias ficaram na boca dos respectivos partidários, como Peter Mandelson e Alistair Campbell, do lado de Blair, e Charlie Whelan, por Brown. À medida em que os trabalhistas foram perdendo popularidade em seus três mandatos, aumentaram os rumores de que Brown estaria irritado com a recusa de Blair em definir a sua data de renúncia.
Algumas desavenças aprofundaram-se, como a entrada da Grã-Bretanha na zona do euro – defendida por Blair e criticada por Brown. Em 2004, o então vice-premiê britânico, John Prescott, disse que os ministros estavam discutindo sobre seus futuros caso Blair renunciasse. Mas, ainda naquele ano, o primeiro-ministro afirmou que completaria o seu terceiro mandato. Às vésperas das eleições em 2005, Blair e Brown não estariam mais conversando. Em agosto de 2006, ao retornar de suas férias, Blair disse novamente que não daria uma data para a sua saída. Um mês depois, surgiram relatos de um "encontro acrimonioso" entre Blair e Brown em que a sucessão foi discutida. Após a reunião, oito membros do gabinete que pediam a renúncia do premiê se afastaram de seus cargos. Aliados de Brown negaram que os pedidos de demissão seriam parte de um complô a favor do ministro das Finanças. Mas foi apenas em maio de 2007 que Tony Blair anunciou sua renúncia. Depois de uma reunião com integrantes de seu gabinete, descrita como "curta e amigável", Blair declarou que deixaria o cargo no dia 27 de junho. |
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