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Atualizado às: 25 de junho, 2007 - 23h40 GMT (20h40 Brasília)
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Governo da Argentina dá prazo à Varig para negociar greve

Avião da Varig
Empresa que substituiu a antiga Varig demitiu funcionários
O Ministério do Trabalho da Argentina deu quinze dias de prazo para que a Varig chegue a um entendimento com os trabalhadores da empresa no país.

A recomendação foi divulgada logo depois de uma reunião, nesta segunda-feira, entre representantes do governo, dos trabalhadores e da empresa, segundo disseram à BBC Brasil fontes do ministério e do sindicato do setor – a União do Pessoal de Aeronavegantes e Entes Privados (UPADEP).

A crise entre empregados e a empresa começou depois que a Varig foi à falência na Argentina. No lugar da Varig, foi criada uma nova companhia – a VRG, ou "Nova Varig", como foi apelidada. A VRG foi a empresa que operou a Varig até que esta foi adquirida, recentemente, pela Gol.

A "Nova Varig" comunicou que não pretende manter todos os empregados argentinos da antiga empresa e que não indenizaria os demitidos, porque eles eram contratados da companhia aérea anterior.

Em protesto contra os anúncios, os trabalhadores da empresa realizaram uma paralisação na sexta-feira. Depois, pediram ajuda do governo. Nesta segunda-feira, eles voltaram a trabalhar por recomendação do governo.

'Não surpreendeu'

Com a medida do governo – chamada de "conciliação obrigatória" – os cerca de 130 trabalhadores da Varig voltaram ao trabalho.

Enquanto isso, a empresa avalia a recomendação oficial de recontratá-los ou indenizá-los, caso as demissões sejam mantidas.

São quinze dias sem greves e demissões até que se chegue um acordo, com a intervenção e participação do governo.

"Mas se nesses quinze dias, a VRG não atender nossas queixas, voltamos a cruzar os braços e por tempo indeterminado", ameaçou Jorge Sansat, secretário-geral do sindicato UPADEP.

"A empresa só não nos surpreendeu com essa medida porque sabemos que medidas assim também foram adotadas por ela no Brasil", acusou o sindicalista.

Na Argentina, os empregados trabalham em terra, no escritório e nos setores de bagagem e mecânica, entre outros. Uma nova reunião poderá ser realizada nesta terça-feira, no Ministério do Trabalho.

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