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Atualizado às: 18 de junho, 2007 - 09h47 GMT (06h47 Brasília)
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'FBI brasileiro' enfrenta peixes-grandes da corrupção, diz jornal
As operações anti-corrupção da Polícia Federal brasileira, com suas dezenas de prisões de pessoas importantes, “marcam uma nova fase em potencial na luta aparentemente sem fim do Brasil contra os subornos”, afirma reportagem publicada nesta segunda-feira pelo diário americano The Christian Science Monitor.

“Pela primeira vez na história recente a Polícia Federal e outros órgãos de controle como o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União estão atacando seriamente a corrupção, dizem especialistas em direito civil”, relata o jornal.

Sob o título “O FBI brasileiro enfrenta os peixes-grandes da corrupção”, a reportagem diz que “a PF, um órgão semelhante ao FBI americano, está longe da perfeição, mas está mais diligente e independente do que já foi no passado”.

Para o jornal, as operações da PF “estão dando alguma esperança de que a corrupção que corrói a sociedade brasileira é superável”.

A reportagem observa, porém, que “a tática cada vez mais agressiva da Polícia Federal, combinada com os esforços diligentes dos promotores, ainda são apenas pequenos passos no caminho para uma sociedade mais justa”.

“Apesar de que mais de 5 mil pessoas foram detidas nas operações da PF nos últimos cinco anos, apenas uma pequena fração delas foi realmente julgada e condenada”, diz.

Ainda assim, comenta o jornal, “muitas pessoas comemoraram as ações vigorosas do órgão como um sinal animador de que as coisas estão mudando”. “Até mesmo o presidente, após apoiar os esforços do irmão para se desvencilhar de acusações, elogiou a Polícia Federal por ‘realizar um papel exemplar’”, diz o texto.

Outros destaques da imprensa internacional

Reportagem do diário argentino La Nación nesta segunda-feira afirma que a valorização do real em relação ao dólar vem provocando a transferência de investimentos externos que antes eram destinados ao Brasil para a Argentina.

“A apreciação do real brasileiro frente ao dólar e o resto das moedas impulsiona a chegada de novos investimentos ao mercado local, não só para substituir a importação de produtos do Brasil, mas também para conquistar novos mercados regionais nos quais os fabricantes do sócio maior do Mercosul perderam competitividade”, diz o jornal.

A reportagem comenta que a situação é inversa à verificada há pouco menos de dez anos, quando a cotação do peso argentino estava fixa em um dólar e o Brasil havia acabado de desvalorizar sua moeda, levando muitas fábricas a deixarem a Argentina para se instalar no Brasil.

Segundo o jornal, os setores beneficiados pelo aumento de investimentos na Argentina incluem fabricantes de TV, geladeiras, autopeças, têxteis e vinícolas.

Violência no Rio

Outro diário argentino, o Clarín, traz em sua edição desta segunda-feira uma reportagem relatando os constantes episódios de violência no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, “que vive sob a pressão de um cerco sem trégua de quase 400 homens da Força Nacional e da polícia carioca”.

Segundo a reportagem, os cerca de 300 mil moradores do complexo que reúne 12 favelas vivem sob o medo dos narcotraficantes que dominam a região, mas também não se sentem protegidos com a presença da Força Nacional.

“A repressão até agora não trouxe nenhuma solução. Enquanto os agentes mantêm o bairro sitiado, os traficantes constroem barricadas para evitar que eles entrem. Os mais afetados são as crianças da favela”, relata o jornal.

Segundo a reportagem, “desde 2 de maio, quando começaram os conflitos armados entre traficantes e policiais, as aulas foram suspensas nas seis escolas do complexo”.

O jornal diz que “as crianças se tornam reféns do medo, e isso acaba prejudicando sua capacidade de aprendizagem”. “Assim se reproduzem as condições que vão gerar no futuro jovens sem especialização nem perspectivas de trabalho, aos quais resta como quase única alternativa o roubo ou a entrada no tráfico”.

MST muda imagem

O 5º Congresso do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), realizado na semana passada em Brasília, voltou a ser tema de reportagem nesta segunda-feira no diário espanhol El País, que afirma que o grupo optou “por uma mudança de imagem”.

“Os dirigentes do MST deixaram claro que o movimento ‘vai mudar radicalmente nos próximos meses’, nas palavras de seu principal dirigente, João Pedro Stédile, que chegou a admitir que a luta para ocupar terras e reparti-las entre os trabalhadores rurais fracassou e que o modelo atual de reforma agrária, sonhado durante 20 anos pelo MST, já não serve, porque, em sua opinião, contribuiu para ‘aumentar a pobreza, porque faveliza o campo’”, relata o jornal.

A reportagem observa ainda que “Stedile explicou no congresso que os Sem-Terra não podem competir com a indústria agropecuária, que no ano passado exportou US$ 49,9 bilhões, uma cifra recorde para o setor”.

“O certo é que o MST vem em crise há tempos. Enquanto o Brasil se modernizava e chegava ao poder um aliado, o ex-sindicalista Lula, o MST continuou defendendo suas velhas idéias, incapaz de abandonar os lemas marxistas e apegado à nostalgia da revolução proletária em um país cuja política econômica, propiciada pelo próprio Lula, é cada dia mais neoliberal”, diz a reportagem.

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