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Atualizado às: 11 de junho, 2007 - 15h53 GMT (12h53 Brasília)
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Google é último em ranking de privacidade de ONG
Google
Google diz que relatório é baseado em imperfeições e mal-entendidos
A empresa Google, dona do maior site de buscas da internet, foi considerada a companhia com a pior política de privacidade entre as mais populares da internet, segundo relatório da organização Privacy International.

A Google foi a única empresa qualificada pela ONG como "hostil" à privacidade em um relatório que analisa várias companhias e sites da internet pela forma como eles lidam com dados pessoais.

Além do Google, a Privacy International analisou companhias e sites como Amazon, AOL, Apple, eBay, Microsoft, Orkut, Myspace, Skype, Yahoo e Wikipedia, entre outros.

O ranking varia entre companhias ou sites que são "simpáticos à privacidade e aumentam a privacidade", passando pelos que são apenas "conscientes em questões de privacidade", até o último lugar do ranking em que uma empresa é considerada "hostil à privacidade e realiza ampla vigilância dos consumidores".

Neste último lugar no ranking está apenas o Google, segundo a Privacy International. Após a divulgação do relatório, a empresa respondeu que o levantamento está errado e que o Google trabalha muito para manter confidenciais as informações dos usuários.

Últimos lugares

A Privacy International foi criada em 1990 como uma organização ativista e de pesquisa em direitos humanos e é veterana em estudos no setor de internet.

A ONG pesquisou 23 companhias de tecnologia, sites e mecanismos de buscas durante seis meses e nenhum deles ficou no topo do ranking.

A Privacy International afirma que sabia que a decisão de colocar o Google no último lugar do ranking seria "polêmica".

"Mas, em nossa pesquisa, encontramos inúmeras deficiências e hostilidades no Google em relação à privacidade que vão muito além das outras organizações", disse a ONG.

"Enquanto algumas companhias compartilham alguns dos elementos negativos, nenhuma chega perto de atingir o status de ameaça endêmica à privacidade", acrescenta o relatório.

Segundo o quadro de classificação do relatório, o Google tem "um histórico de ignorar as preocupações com privacidade". "Cada anúncio corporativo envolve alguma nova prática de vigilância", diz o texto.

"Pessoas que têm contas no Google e que regularmente usam alguns dos seus serviços devem aceitar que a companhia guarde uma grande quantidade de informação a respeito do usuário, geralmente por um período de tempo não declarado ou não definido, sem uma limitação clara a respeito de uso subseqüente ou revelação, e sem uma oportunidade para apagar ou retirar dados pessoais mesmo se o usuário desejar encerrar o serviço", afirma o relatório.

Orkut

A Privacy International destaca que o Google tem "acesso adicional a informação pessoal, incluindo hobbies, emprego, endereço e número de telefone contidos em páginas pessoais do Orkut".

"Geralmente, o Google mantém estes registros até mesmo depois do usuário ter deletado seu perfil ou removido informações do Orkut", acrescenta.

O Orkut, que também é administrado pela Google, foi classificado como um dos serviços que demonstra "graves erros" no que diz respeito à privacidade de seus usuários.

"Estamos decepcionados com o relatório da Privacy International, que é baseado em várias imperfeições e mal-entendidos a respeito de nossos serviços", rebateu a diretora jurídica da Google, Nicole Wong.

"Reconhecemos que a confiança do usuário é central para nosso negócio, e a Google protege de forma agressiva a privacidade de nossos usuários", acrescentou.

Outros sites como o BBC.com e o eBay foram descritos no relatório como "geralmente conscientes sobre questões de privacidade, mas ainda precisam melhorar".

A Privacy International promete um relatório mais detalhado em setembro.

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