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Atualizado às: 04 de junho, 2007 - 10h38 GMT (07h38 Brasília)
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Bolsa de Xangai despenca mais de 8%

Bolsa de Shanghai (foto de arquivo)
Na semana passada a bolsa chinesa também registrou queda
O Shangai Composite Index, da Bolsa de Xangai, caiu mais de 8% nesta segunda-feira, a segunda maior queda registrada do principal índice de mercado da China em um único dia nos últimos nove anos.

O índice abriu em queda de 3.6% e seguiu descendo ao longo do dia. Fechou em menos 330.34 pontos, o correspondente a uma baixa de 8,26% - em fevereiro passado, o mercado chegou a despencar 8,8% numa única sessão.

Analistas dizem que os investidores retiraram capital por estarem preocupados com as próximas medidas que o governo chinês deve adotar para esfriar o mercado financeiro do país.

Na manhã desta segunda-feira o governo chinês publicou editoriais na capa de três jornais financeiros defendendo o investimento nas bolsas como uma opção de longo prazo, mas não deixou claro que iniciativas deve tomar em breve para dar seguimento aos esforços de esfriar o mercado.

Medidas

Segundo analistas, investidores temem que as próximas medidas incluam a criação de um pesado imposto sobre o lucro obtido com transações financeiras.

Wang Jun, analista da Merchant Securities, disse que "investidores seguem preocupados depois destes editoriais, que não contém nenhuma medida concreta para motivar o mercado a curto prazo".

"Muitas ações foram vendidas nos últimos dias, entretanto, uma recuperação técnica pode acontecer em breve", disse ele.

Na semana passada o governo elevou as taxas sobre o comércio de ações. O imposto sobre transações pulou de 0,1% para 0,3%. A medida fez a bolsa cair mais de 6%.

Os preços das ações em Xangai vem valorizando muito nos últimos meses.

Desde o começo do ano elas subiram mais de 60%, deixando investidores e governo receosos dos riscos da formação de uma bolha especulativa na China.

Bolha

Segundo números do setor, a cada dia cerca de 300 mil pessoas abrem uma conta de investimento na China.

O frenesi do mercado financeiro levou analistas a chamar atenção para o risco da formação de uma bolha, que pudesse estourar e ameaçar a economia mundial.

Há duas semanas, o ex-presidente do Banco Central americano (o Federal Reserve), Alan Greenspan, disse que o mercado acionário chinês necessitava uma correção dramática.

A última mudança no regime de taxação do mercado chinês havia ocorrido em 2005, quando a taxa caiu de 0,2% para 0,1% em meio a um mercado financeiro em depressão.

Estimativas do Banco Mundial indicam que a economia chinesa deve crescer 10,4% neste ano, sem demonstrar sinais de superaquecimento.

Investidor em TóquioAmérica Latina
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