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Países andinos prometem protestos contra decisão da Fifa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Manifestantes nos países andinos prometem realizar protestos contra a decisão da Fifa de proibir partidas internacionais de futebol em cidades a 2,5 mil metros acima do nível do mar. De acordo com o site do jornal boliviano La Razón,o presidente da Bolívia, Evo Morales, jogou nesta quarta-feira uma partida de futebol nas ruas de La Paz, próximo ao Palácio do Governo, para demonstrar que atividades físicas na altitude não afetam a saúde. "Sem esporte – sem futebol – não pode haver unidade sul-americana. Não é possível que, por meio de algumas ações obscuras da Fifa, nós tenhamos uma divisão da América do Sul e uma divisão da América Latina", disse Morales. Em La Paz, manifestantes planejam um protesto com exercícios físicos, para provar que a altitude não provoca efeitos nocivos à saúde, seguindo o exemplo do presidente. Além de ter jogado futebol de rua, Morales – que é fã de futebol e jogador amador – deve participar de uma partida de futebol no estádio Hernando Siles, o maior da Bolívia. Cartas O presidente boliviano convocou para o dia 6 de junho em La Paz uma reunião de autoridades de países latino-americanos que hospedam jogos em altitudes elevadas. Em Bogotá, capital da Colômbia, o prefeito prometeu escalar um pico de 3,3 mil metros para mostrar que a altitude não traz riscos à saúde. Além disso, o La Razón prometeu enviar ao presidente da entidade mundial do futebol, Sepp Blatter, um milhão de cartas de protesto. A Fifa promete ouvir autoridades que discordam da sua medida no dia 14 de junho, durante um encontro em Assunção, no Paraguai. O órgão alega que há temores de que a altitude possa afetar a saúde dos jogadores e possivelmente prejudicar as competições. Flamengo O presidente do Flamengo, Kleber Leite, disse que a decisão da Fifa foi "uma vitória da humanidade". No dia 15 de fevereiro, o time carioca empatou em 2 a 2 com o time boliviano Real Potosí em uma partida da Copa Libertadores realizada na Bolívia, a cerca de 4 mil metros de altitude. Durante o jogo, os atletas do Flamengo repetidas vezes tiveram que inalar oxigênio para suportar o esforço. O time brasileiro reclamou à Fifa, que acabou tomando a decisão. A Associação de Futebol da Argentina disse que a altitude pode provocar "dor de cabeça, tontura, náusea, problemas gastrointestinais e fadiga". Por outro lado, o médico da seleção peruana de futebol, Javier Arce, disse que a Fifa também deveria proibir partidas em lugares quentes e úmidos, nas cidades de baixa altitude. |
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