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Pais de adolescentes viram 'espiões virtuais', diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A popularidade de sites de relacionamento como Orkut, MySpace e Facebook entre crianças e adolescentes está transformando muitos pais em "espiões virtuais", de acordo com um estudo da universidade britânica London School of Economics (LSE). Segundo a pesquisa, para manter um controle sobre as atividades virtuais dos filhos, 41% dos pais admitem verificar sigilosamente os sites navegados pelos filhos e 25% deles conferem os e-mails sem que os filhos saibam. Esse tipo de monitoramento secreto é um dos reflexos do aumento da preocupação com possíveis "vidas secretas" online. A pesquisa conduzida por Sonia Livingstone, professora de sociologia social da LSE, mostra também que crianças aproveitam as oportunidades que a internet apresenta de "brincar com a identidade, relacionamentos, exploração e comunicação". "E elas podem não querer dividir essas experiências com os pais", conclui a estudiosa. Aumento na procura Na Grã-Bretanha, a organização Parentline Plus, que oferece aconselhamento a pais pelo telefone, verificou um aumento na procura do serviço relacionado ao uso da rede mundial de computadores. "Embora computadores possam ser uma fonte fantástica de informações, eles também podem ser uma fonte de irritação e discussões em famílias", afirmou Jan Fry, vice-chefe-executivo da Parentline Plus. Fry diz que para muitos pais, a preocupação é se os filhos são jovens demais para usar a internet. "Nós recomendamos que os pais mantenham a perspectiva e realmente só tomem medidas, caso o uso do computador parecer estar se transformando em obsessão ou se a criança está abalada quando sai da internet ou usando a rede para substituir amizades." Entre os conselhos da Parentline Plus estão a instituição de regras sobre quanto tempo os filhos podem navegar na internet por dia e controles de segurança para tentar garantir que as crianças estão seguras online. A pesquisa da LSE mostra que, no entanto, muitas vezes as medidas de pais e filhos – estes tentando proteger a sua privacidade, aqueles buscando se tranqüilizar sobre os riscos que os filhos correm online – acabam os transformando em "opositores, em vez de criar uma cooperação para resolver um problema gerado externamente: uma tecnologia perigosa". |
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