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Governo não responde a críticas da CNBB sobre educação sexual | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo federal não quis responder, nesta terça-feira, às críticas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ao programa de educação sexual. O presidente da CNBB, cardeal dom Geraldo Majella, disse à BBC Brasil que o programa de educação sexual do governo induz à promiscuidade, ao promover a distribuição de preservativos. “Favorecer uma educação, para quê? Para estimular a precocidade da criança, do adolescente, como no caso da camisinha. Será que isso é educativo? Isso é induzir todos à promiscuidade”, afirmou dom Geraldo. O Ministério da Saúde informou que o ministro José Ramos Temporão não iria se pronunciar sobre o assunto, para evitar polêmica com a Igreja. A mesma atitude foi adota pela Coordenação do Programa de DST-Aids, vinculado ao Ministério da Saúde. No Palácio do Planalto, a informação era a mesma. O porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach, foi questionado se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iria falar com o papa sobre preservativos e disse que não havia uma posição a respeito. “Vai depender da dinâmica da conversa reservada do Presidente com o Papa. Mas, no momento, não existe previsão nem de abordar e nem de não abordar”, afirmou em conversa com jornalistas. A CNBB também criticou a postura do governo por promover o debate sobre o aborto, e disse que se houver um plebiscito sobre o assunto, como chegou a propor o ministro da Saúde, a Igreja fará uma grande campanha para incentivar os fiéis a votarem contra. Em entrevista à CBN, Temporão criticou a maneira como o assunto vem sendo tratado pela Igreja. “É um tema delicado, que portanto deve ser tratado com delicadeza. Delicadeza esta que eu não tenho percebido em alguns setores da Igreja, que fizeram declarações semana passada muito agressivas, bastante distante do que Jesus nos ensinou”, afirmou. Ele também disse que é preciso tratar o assunto como de saúde pública. “Não é possível que você ignore que milhares de mulheres brasileiras se submetam todos os anos a este procedimento e as pessoas digam que nada está acontecendo. Este é o ponto central”, disse. Em entrevista nesta segunda-feira a um grupo de rádios católicas, o presidente Lula disse que, pessoalmente, era contra a prática do aborto, mas que como presidente da República tinha que tratar o assunto como de saúde pública. “O Estado não pode abdicar de cuidar disso como uma questão de saúde pública, porque senão é levar à morte muitas jovens neste país”, afirmou Lula. Lula defendeu a educação sexual como uma maneira de evitar a gravidez indesejada. “Se nós tivéssemos, no Brasil, um bom processo de planejamento familiar, de educação sexual, possivelmente nós não tivéssemos a quantidade de gravidez indesejada que temos no Brasil, hoje”, disse o presidente. |
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