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Atualizado às: 07 de maio, 2007 - 21h19 GMT (18h19 Brasília)
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Homem que 'gastou poupança' descobre que não tem câncer
Prato de restaurante fino
Prazeres da mesa viraram pesadelo após descoberta de erro médico
Um homem estuda a possibilidade de processar o sistema público de saúde britânico depois de ser erradamente diagnosticado com apenas seis meses de vida, e ter gastado toda a sua poupança em jantares e viagens caras.

A história de John Brandrick, de 62 anos, que deixou o emprego após saber do falso diagnóstico, ganhou as páginas dos jornais britânicos e está sendo reproduzida até mesmo em programas de televisão nesta segunda-feira.

"Boa notícia: os médicos estão errados e não estou morrendo! Má notícia: gastei todo meu dinheiro na despedida", graceja o tablóide Daily Mail.

Segundo a imprensa londrina, Brandrick foi diagnosticado em fevereiro de 2005 com câncer no pâncreas por um hospital na Cornuália, no sudoeste da Inglaterra.

Um relatório do hospital ao seu médico geral afirmava que a expectativa de vida do então funcionário público era de apenas seis meses – "certamente menos de 12", segundo o diagnóstico citado pelos jornais.

Inflamação inofensiva

De acordo com o The Times, Brandrick "largou o emprego, parou de pagar a hipoteca, desfrutou de refeições exorbitantes com sua parceira, noite após noite, e gastou uma fortuna em hotéis".

"Ele torrou dinheiro com sua família, realizou viagens impetuosas de curta duração e deu suas roupas para entidades de caridade", relatou o jornal.

Passado o 'prazo de validade' de sua morte, entretanto, Brandrick recebeu uma ligação das autoridades médicas informando que seu diagnóstico havia sido equivocado, e que ele havia sofrido apenas de uma inofensiva inflamação no pâncreas.

"Quero uma compensação pelo que perdi, porque agora estou sem um centavo, e não teria gasto todo meu dinheiro se soubesse, correto?", protestou um indignado Brandrick, em um programa na televisão britânica.

Um porta-voz do hospital disse que a entidade "simpatiza" com a situação de seu paciente, mas nega ter havido negligência na conduta dos médicos que fizeram o exame.

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