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Atualizado às: 24 de abril, 2007 - 13h17 GMT (10h17 Brasília)
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Pesquisa abre caminho para olho biônico
O Olho
Os pesquisadores querem estimular diretamente as regiões do cérebro responsáveis pela visão
Cientistas da Harvard Medical School, nos Estados Unidos, estão abrindo caminho para o futuro desenvolvimento de um "olho biônico".

Em experiências feitas com macacos, os especialistas usaram eletrodos para estimular uma área do cérebro que processa informação visual, diz a revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Os resultados do estudo aumentam as chances de que pessoas com condições como glaucoma um dia tenham sua visão restituída por um olho artificial.

Os especialistas alertam, no entanto, para a dificuldade de se implantar eletrodos suficientes para recriar uma imagem inteira na mente do paciente.

Cientistas vêm procurando várias formas de restituir a visão para pessoas que ficaram cegas por causa de acidentes ou doenças comuns como a degeneração macular.

Nesses pacientes, o olho parou de funcionar mas os centros visuais no cérebro estão intactos.

O objetivo é ir além do olho e estimular diretamente as regiões visuais do cérebro para que a imagem seja recriada na mente.

Sinal Visual

A equipe fez testes em macacos com visão normal para saber se estímulos em uma região conhecida como tálamo poderiam produzir um sinal visual.

Primeiro, os macacos foram ensinados a olhar na direção de um ponto toda vez que ele ficava iluminado.

Depois, os pesquisadores colocaram um ou dois eletrodos na região apropriada do cérebro dos animais para testar sua reação.

Os cientistas verificaram que, quando estimulados, os macacos moviam os olhos da mesma forma como se um ponto de luz tivesse aparecido.

O cientista da Harvard Medical School John Pezaris, coordenador do estudo, disse que o experimento era um passo importante mas um dos grandes obstáculos no desenvolvimento de uma prótese humana seria a implantação de vários eletrodos na região.

"Precisamos aumentar cem vezes o numero de eletrodos antes de podermos usá-los em pacientes."

Segundo Pezaris, vários eletrodos precisariam trabalhar juntos para que os pacientes pudessem distingüir imagens inteiras.

A idéia é que o paciente use óculos especiais com uma pequena câmera digital instalada na lente.

Um processador de sinais externos traduziria a imagem da câmera em impulsos e os transmitiria, sem o uso de fios, para um estimulador implantado no cérebro.

Este transmitiria a imagem ao sistema visual no cérebro.

Um especialista do Institute of Ophthalmology da University College London, Ian Andolina, disse que o estudo demonstra que o princípio funciona.

"A forma como essa região do cérebro é estruturada permite que você estimule a parte central da visão muito bem, o que seria importante em condições como a degeneração macular", disse Andolina.

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