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Argentina abre 1ª retrospectiva de Alfredo Volpi | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A primeira exposição de Alfredo Volpi na Argentina reúne 80 quadros das suas diferentes séries, até o dia 28 de maio, no Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires (Malba). Entre as obras de peso da coleção permanente do Malba está o simbólico Abaporu, de Tarsila do Amaral. O Museu reúne ainda trabalhos de Di Cavalcanti, Lygia Clark e Helio Oiticica e dos mexicanos Frida Kahlo e Diego Rivera, entre outros. A mesma exposição de Volpi – 50 Anos de Pintura – foi apresentada no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). A mostra, na Argentina, ocorre aos 111 anos do nascimento do artista em Lucca, na Itália, em 1896, e quase 20 anos depois de sua morte, aos 92 anos, em 1988, em São Paulo. Os pais de Volpi chegaram ao Brasil quando ele tinha menos de dois anos de idade. Volpi chegou a trabalhar como pintor de paredes e não participou da Semana de Arte Moderna de 1922, quando ainda era um imigrante pobre e Tarsila e Di Cavalcanti já eram respeitados. Somente na década de 1930, com mais de 30 anos de idade, Volpi começou a aparecer nas rodas de mais prestígio, ligado aos modernistas. A badalação, segundo seus biógrafos, começa em 1944, com uma exposição em São Paulo. E o sucesso vem em 1954, na 2ª Bienal de São Paulo, quando divide com Di Cavalcanti o título de melhor pintor nacional. "Primeiro e último" Mais tarde, Volpi, que falava português com sotaque, foi definido pelos intelectuais do Movimento Concretista como “o primeiro e último pintor brasileiro”. Um dia, como recordou o curador desta mostra, Olívio Tavares de Araújo, Di Cavalcanti acusou Volpi de “falta de imaginação”, ao dizer que ele só pintava bandeirinhas. As bandeirinhas surgiram nos anos 1950, depois de ele ter experimentado, nos anos 1930, as madonas e os santos. No fim da década de 1950, Volpi fez uma pintura na pequena igreja Nossa Senhora de Fátima, que estava sendo construída em Brasília. Um padre mandou cobrir a obra com tinta branca. Foi a partir dos anos 1960 que Volpi fortaleceu sua preferência pelas bandeirinhas, marcando ainda mais suas “raízes brasileiras”, mas sem abandonar de vez as outras séries. Essa é a sétima exposição retrospectiva de Volpi. As outras retrospectivas do artista foram no MAM do Rio de Janeiro, no MAM da capital paulista e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Suas obras chegaram quatro vezes à Bienal de Veneza, na Itália, mas como integrante da representação brasileira na mostra. |
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