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'Fui torturado pela CIA', diz diplomata iraniano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um diplomata iraniano seqüestrado em fevereiro no Iraque e liberado nesta semana acusou agentes da CIA, a agência de inteligência americana, de torturá-lo em seu cativeiro. Jalal Sharafi, segundo secretário da Embaixada do Irã em Bagdá, disse à imprensa iraniana que havia sido torturado "dia e noite" por membros das forças de segurança do Iraque e dos Estados Unidos. Ele afirmou que foi levado a uma base próxima a Bagdá, e interrogado em árabe e inglês. "Os agentes da CIA queriam saber da presença e da influência do Irã no Iraque", ele afirmou, segundo a agência de notícias iraniana IRNA. "Quando respondi que o Irã tinha apenas laços oficiais com o governo iraquiano, eles aumentaram a tortura." Em determinado trecho de seu boletim, a agência de notícias iraniana reporta: "Ele (Sharafi) mostrou a repórteres as marcas deixadas no seu corpo pela tortura, que agora estão sendo tratadas por médicos." O diplomata não deu detalhes sobre os métodos empregados por seus supostos torturadores. Ele afirmou ter sido liberado na terça-feira, 3, "em algum ponto próximo ao aeroporto de Bagdá". "Consegui chegar à Embaixada iraniana pela ajuda da população." Negativa Sharafi foi capturado por cerca de 30 homens vestindo uniformes do Exército iraquiano quando estava no seu carro no distrito de Karrada, no centro de Bagdá. "Fui seqüestrado das ruas de Bagdá enquanto fazia compras, por policiais que exibiam cartões de identificação do Ministério da Defesa iraquiano, e que dirigiam veículos das forças americanas", ele acusou. Mas o porta-voz do Exército dos EUA, tenente-coronel Christopher Garver, negou o envolvimento de membros das forças de coalizão no caso. "A força multinacional no Iraque não esteve envolvida no seqüestro (de Sharafi) nem em acusações de tortura a que ele diz ter sido submetido", declarou o porta-voz. A troca de acusações deve aumentar as tensões entre Washington e Teerã, em meio a tentativas iranianas de libertar cinco funcionários de seu governo em poder de agentes americanos. Os Estados Unidos vêm acusando o Irã de estimular a violência sectária no Iraque. Nesta semana, Teerã libertou 15 marinheiros britânicos mantidos em cativeiro por quase duas semanas, sob acusação de terem incursionado ilegalmente em águas iranianas. |
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