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Atualizado às: 03 de abril, 2007 - 00h33 GMT (21h33 Brasília)
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Cortar tarifa sobre etanol beneficia EUA, diz Jeb Bush

Jeb Bush (Bruno Garcez/BBC Brasil)
Para ex-governador, tarifas protegem os ineficientes
O ex-governador da Flórida Jeb Bush disse que baixar as tarifas de US$ 0,54 que os Estados Unidos cobram sobre o etanol que o Brasil exporta para os americanos atenderia à demanda de seu país pelo biocombustível.

''Reduzir ou eliminar as tarifas atenderia à nossa limitada infra-estrutura. E afinal, por que cobrar US$ 0,54 sobre o etanol brasileiro, se damos um tratamento diferente para o petróleo, que importamos sem quaisquer tarifas. Não faz sentido para mim, mas, que diabos, eu não sou de Washington'', brincou o irmão do presidente americano, arrancando risos da platéia.

Os comentários de Jeb Bush foram feitos durante um evento realizado nesta segunda-feira, na sede do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, com a presença do presidente do banco, Jorge Moreno, e do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues.

O irmão do líder americano é o presidente da Comissão Interamericana de Etanol, entidade que visa promover o biocombustível na região. O órgão conta com a participação de Rodrigues e Moreno.

Demanda

Segundo o ex-governador, o fato de a produção americana de biocombustíveis se valer quase que exclusivamente de etanol produzido a partir do milho plantado no meio-oeste americano é algo ''altamente arriscado'' e está gerando uma certa instablidade no setor agrícola.

Bush lembrou que, segundo estimativas do governo americano, em 2007, para atender à demanda por etanol, os fazendeiros americanos irão plantar a maior safra de milho no país desde 1944, o que vem gerando um aumento no preço de alimentos, como já se viu no México.

O ex-líder da Flórida argumenta que o aumento da procura pelo biocombustível pode se valer igualmente do etanol de milho proveniente do meio-oeste, de combustíveis alternativos feitos à base de celulose e do etanol importado.

Ele argumenta que importar acaba sendo algo inevitável para os Estados Unidos. ''Mesmo que nosso país tivesse condições de produzir todo o etanol que necessita, não seria capaz de distribuir toda essa produção''.

O ex-governador comenta que o etanol americano é transportado principalmente através de trens e barcos e que não existe um oleoduto ligando o meio-oeste americano, onde o biocombustível é produzido, às regiões costeiras do país, onde ele é predominantemente consumido.

''Se os nossos portos recebessem etanol importado diretamente da América Latina, isso seria uma maneira de acelerar tanto o consumo como a produção de etanol no país.''

Aliados

No entender do irmão do presidente, ''o que precisamos é eliminar a nossa depedência energética em relação a países hostis e instáveis e aumentar dramaticamente o nível de etanol que importamos de amigos e aliados na região''.

De acordo com Jeb Bush, ''subsídios e tarifas retardam o processo de desenvolvimento de biocombustíveis, ao proteger produtores ineficientes e desacelerar processos de inovação''.

''Não sou historiador, nem economista, mas a história mostra que quanto mais aberto o mercado, maiores as chances de novas idéias e novos produtos chegarem ao consumidor'', afirmou.

O ex-governador acrescentou que ''protecionismo e isolação não são as respostas. Não devemos confundir independência energética com autonomia energética. Dois terços de nosso consumo de petróleo é importado. À medida que nossa economia cresce, essa cifra cresce ainda mais. Tentar eliminar importações é pouco realista e desnecessário''.

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