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Criadores querem vender pênis de tigre na China | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Criadores de animais selvagens na China estão pressionando o governo para voltar a legalizar o comércio de ossos e pênis de tigres criados em cativeiro. Eles argumentam que a regularização vai acabar com a matança e o tráfico dos animais, além de beneficiar doentes que dependem de remédios feitos à base dos raros ingredientes extraídos do tigre. “Se canais legais existirem, a motivação para comprar ossos de fontes ilegais diminuirá drasticamente”, disse Wang Liang, gerente-geral do Parque de Tigres Siberianos de Heilongjiang, província ao norte da China, segundo reportagem do jornal China Daily. Segundo a medicina tradicional chinesa, medicamentos com ossos de tigre podem curar convulsões, preguiça, malária, doenças de pele e até reumatismo. O pênis do tigre, por sua vez, é tido como um poderoso afrodisíaco. O comércio de partes de tigre está proibido desde 1993 na China. Até então, o país era o maior consumidor do mundo deste tipo de produto para fins medicinais. Lavanderia de caça Há duas semanas, a organização não-governamental WWF (World Wildlife Fund), divulgou uma extensa pesquisa denunciando o lobby sobre o comércio de partes de tigre na China e recomendando que a proibição seja mantida. O WWF teme que a legalização transforme o país numa espécie de “lavanderia de caça” da Ásia. Um lugar para onde ossos e pênis de animais selvagens possam ser importados, regularizados e vendidos como se fossem procedentes das fazendas de criação. “O tigre selvagem pode ser extinto, pois haverá “lavagem” de partes de animais caçados na Índia, Nepal e Indonésia” explicou à BBC Brasil Susan Liberman, diretora do programa de Espécies Globais da WWF. “Como você vai saber se está comprando um produto de tigre selvagem ou de criação?”, questionou Lieberman. Consumo O mesmo estudo sondou 663 farmácias tradicionais na China em busca de medicamentos com ingredientes de tigre e constatou que menos de 3% dos estabelecimentos ofereciam os remédios proibidos. “Esta é uma boa notícia. As pessoas estão respeitando a lei e isto se deve à forte fiscalização” elogiou o diretor-executivo do Traffic, o programa de monitoramento de animais da WWF, Steven Broad, à BBC Brasil. Mas a escassez de produtos à base de tigre não representa desinteresse do consumidor, segundo Broad. “Isso não revela qual é a verdadeira demanda e o que pode acontecer se de repente for permitido oferecer este tipo de produto. É possível que haja grande consumo. Legalizar é uma aposta muito arriscada”, completou o ativista. A WWF calcula que existam mais de 200 zôos e fazendas de criação de tigres na China e, ao todo, elas mantêm por volta de quatro mil felinos em cativeiro. Outros cinco a sete mil tigres selvagens viveriam na natureza, a maior parte deles na Índia. |
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