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Atualizado às: 29 de março, 2007 - 21h08 GMT (18h08 Brasília)
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Maradona consome bebidas em excesso, diz médico

Maradona em foto tirada em 18 de março
Maradona não era hospitalizado desde 2004
O médico particular de Diego Armando Maradona, Alfredo Cahe, disse nesta quinta-feira, em Buenos Aires, que o craque argentino deixou a cocaína e passou a consumir "bebidas alcoólicas em excesso".

Maradona, de 46 anos, foi internado na noite de quarta-feira na clínica Güemes, na capital argentina, depois de ter passado mal.

Segundo o diretor da clínica, Hector Pezzella, o álcool foi "a única droga" encontrada até agora no corpo de Maradona. No passado, o ex-jogador foi internado várias vezes devido ao uso de cocaína.

"Personalidades com tendências ao vício costumam trocar um vício pelo outro, como pode estar ocorrendo com Maradona, pelo que percebemos até agora", disse.

Cahe, que há cerca de 30 anos cuida de Maradona, admitiu que o ex-jogador trocou um vício pelo outro. "Sim, foi isso mesmo", afirmou o médico.

Fígado e pâncreas

Dois boletins médicos divulgados nesta quinta-feira dizem que o estado de saúde do ex-craque é "estável" e que "evolui'.

"Apesar dos cuidados, podem aparecer complicações hepáticas e com o pâncreas, mas, se Deus quiser, isso não vai acontecer", disse Cahe.

Segundo o médico, o próprio ex-jogador "pediu ajuda" para combater a nova dependência, mas não queria ser internado.

 Apesar dos cuidados, podem aparecer complicações hepáticas e com o pâncreas, mas, se Deus quiser, isso não vai acontecer
Alfredo Cahe, médico particular de Maradona

O médico reiterou que Maradona não corre risco de vida, mas que sua internação foi necessária, antes que o quadro se agravasse.

Cahe preferiu não fazer previsões seguras sobre o dia da sua alta. "Ele ficará aqui (na clínica) pelo menos uma semana", disse.

Sedado

Os médicos da clínica disseram que o ex-jogador já estava sob efeito de sedativos quando foi internado.

Ao acordar, de madrugada, Maradona quis deixar o local e foi, então, novamente sedado.

Quando perguntado sobre quem poderia estar levando Maradona para "o mau caminho", o médico respondeu: "É uma fila tão grande que iria daqui ao Obelisco (símbolo de Buenos Aires, encravado a mais de 20 minutos, de carro, do local da clínica)".

Cahe também insistiu que seu paciente é uma vítima. "Eu me preocupo com os diferentes grupos de pessoas que ficam em torno dele. Todo mundo que se aproxima de Diego é para se aproveitar dele."

Televisão

O médico também afirmou que a série de partidas de showbol que o ex-craque tem disputado em diversos países pode ter ajudado a piorar a saúde dele.

"Desde que começou com esse showbol, ele come e bebe de forma inadequada", disse Cahe.

Desde 2004, quando foi hospitalizado pela última vez, Maradona vinha sendo notícia pelo seu bom estado físico.

"O que Diego vive hoje é um descontrole da vida que deveria levar. Ele nunca fumou, passou a fumar muito charuto, a beber e a ter uma vida no exterior, nas viagens, difícil de ser controlada", apontou Cahe.

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