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EUA têm influência mais negativa sobre Iraque que Irã, diz pesquisa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Quatro anos após a invasão comandada pelos Estados Unidos no Iraque, a população de cinco países árabes aliados do governo de George W. Bush diz que a política americana no Iraque tem um efeito mais negativo do que a influência do Irã sobre o país, segundo uma pesquisa do Instituto Árabe Americano. O estudo foi realizado entre 26 de fevereiro e 10 de março e foram entrevistadas 3,4 mil pessoas no Egito, Arábia Saudita, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Líbano. A margem de erro é de 3,5% para cima ou para baixo no Egito e na Arábia Saudita e 4,1% nos demais países. "A situação difícil que a administração Bush criou para si ao entrar neste conflito sem um entendimento claro de suas conseqüências criou uma situação igualmente difícil, com opções ainda mais complicadas, sofrida profundamente pela maioria dos árabes", diz o presidente do instituto, James Zogby. De acordo com a pesquisa, os países mais críticos aos Estados Unidos são a Jordânia, onde 96% consideram o papel americano no Iraque negativo, e o Egito, em que 83% dos entrevistados têm esta opinião. Quando perguntados sobre a influência do Irã sobre o Iraque, a Arábia Saudita se destacou, com 78% dos pesquisados respondendo que ela é negativa. Guerra civil generalizada "A maior preocupação dos países é em relação ao nível que a guerra fortaleceu o vizinho Irã e aumentou o perigo de que o Iraque, como um país, possa acabar em uma guerra civil que pode se espalhar pela região", afirma Zogby. Em relação ao item que perguntava qual país se beneficiou mais com a guerra, mais da metade dos sauditas e libaneses (51%) citaram o Irã. Nos últimos meses, a Arábia Saudita, país de maioria sunita e governada por uma família real da mesma vertente do islamismo, vem se empenhando ativamente para tentar resolver os problemas no Oriente Médio, atitude considerada por analistas como uma forma de evitar o aumento da influência do Irã, de maioria xiita, na região. "Os libaneses, profundamente divididos internamente em relação ao grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, refletem esta divisão na maioria das respostas", ressalta o estudo. Por outro lado, egípcios e jordanianos consideram os Estados Unidos os maiores beneficiários do conflito no Iraque - 62% e 41% respectivamente - enquanto os Emirados Árabes Unidos se mostraram divididos, com 40% apontando os americanos como os maiores favorecidos e 41% citando o Irã. O país que mais perdeu com a guerra, na opinião da população das cinco nações pesquisadas, foi o Iraque. Apenas 16% dos jordanianos acreditam o contrário e a porcentagem nos demais países é ainda menor: entre 3% e 9%. Retirada das tropas A pesquisa também quis saber o que os entrevistados avaliavam que os Estados Unidos têm de fazer neste momento em relação a sua política no Iraque. As maiores porcentagens em todos os países foram registradas a favor da retirada imediata do Iraque. A opção tem maior apoio na Jordânia (75%) e no Egito (71%). Já na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, onde a preocupação em relação ao papel do Irã é maior, a retirada imediata foi a escolha de 41% e 38% dos entrevistados, respectivamente. "A guerra, que permanece impopular na opinião pública árabe, continua tendo uma grande presença. O mesmo ocorre com os perigos gerados por um Irã fortalecido e uma guerra civil iraquiana. As duas coisas podem ser aceleradas por uma retirada americana", diz o estudo. |
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