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Petrobras e empresa italiana vão produzir biodiesel na África | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Petrobras e a empresa italiana Eni anunciaram nesta terça-feira um acordo para produzir biodiesel em países africanos para vender o combustível aos países europeus, que planejam substituir parte do consumo de derivados de petróleo por biocombustíveis nos próximos anos. Os primeiros projetos serão implantados em Angola e Moçambique, aproveitando a presença das duas empresas nestes países. De acordo com o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, o investimento ainda não está definido e o prazo para que as usinas comecem a funcionar é de três a quatro anos. As duas empresas também assinaram um memorando de entendimento para cooperação técnica para a produção de biocombustíveis em outros países, aproveitando a tecnologia brasileira nesta área. Potencial “Existe um enorme potencial de cooperação (entre Brasil e Itália)”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva numa cerimônia de assinatura de atos ao lado do primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, que encerrou nesta terça-feira sua visita de dois dias ao Brasil. Ele disse que o Brasil pode contribuir para que a Itália diminua sua dependência do petróleo. Lula apresentou a parceira entre os dois países para produzir o combustível na África como uma solução para a pobreza do continente, com geração de emprego e renda. “Se não tiver emprego, terão no terrorismo, na criminalidade e na morte precoce a única alternativa”, afirmou. A Petrobras e a Eni também anunciaram na segunda-feira, na primeira etapa da viagem de Prodi, em São Paulo, que pretendem investir US$ 480 milhões em quatro unidades de produção de produção de biodiesel no Brasil. Doha Prodi, que já foi presidente da Comissão Européia, disse que a União Européia deve “dar um passo atrás” e se esforçar para conseguir um acordo para retomar as negociações para a Rodada de Doha de liberalização do comércio. “Todos temos que dar um passo atrás e isso se refere à União Européia também”, afirmou, ao lado de Lula. O bloco vem sendo criticado por países em desenvolvimento e pelos Estados Unidos por falta de flexibilidade em sua proposta de redução de subsídios agrícolas. O primeiro-ministro italiano disse que acordos bilaterais entre os principais blocos sem que se chegue a um acordo global podem ser úteis para os países beneficiados, mas correm o risco de deixar para trás a África. “Senão, em dez, 15 anos, vamos criar vários acordos separados, deixando a África completamente de fora”, afirmou. |
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