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Brasil é exemplo na gestão pública da água, diz ONG | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O gerenciamento de água e esgoto feito pelo setor público em quatro municípios do Brasil é citado como exemplo e inspiração por uma ONG da Grã-Bretanha em um relatório divulgada nesta quinta-feira. Segundo o documento, lançado por ocasião do Dia Mundial da Água, iniciativas públicas nas cidades de Alagoinhas (BA), Guarulhos (SP), Porto Alegre (RS) e Unaí (MG) "mostram uma visão de universalidade, justiça e igualdade". A ONG World Development Movement, responsável pelo relatório, diz que os fornecedores de água nas quatro cidades "oferecem inspiração para aqueles interessados em combater a crise global de água". "Está claro que esses fornecedores municipais no Brasil podem nos ensinar muito sobre como ter redes de distribuição de água democráticas e eficientes", disse o diretor da ONG, Benedict Southworth. "Eles oferecem uma visão de água e saneamento básico que coloca o usuário no coração de tudo e dá inspiração a outros fornecedores que têm grandes dificuldades com o desafio de levar água aos mais pobres." Mobilização Todos os casos brasileiros analisados pela ONG no relatório intitulado Going Public: Southern Solutions to the Global Water Crisis ("Apostando no Serviço Público: Soluções do Sul para a Crise Global de Água", em tradução livre) têm em comum a ação da própria comunidade em conjunto com o poder público para melhorar o serviço de água e esgoto. Em Guarulhos, por exemplo, o relatório diz que a mobilização popular levou à instalação de novos reservatórios e a uma melhor distribuição. O município da Grande São Paulo, porém, vem recebendo críticas por não tratar seu esgoto, que é despejado no Rio Tietê. A prefeitura de Guarulhos atribui parte da responsabilidade ao governo do Estado. No caso de Porto Alegre, outro projeto teve como destaque a participação das mulheres, e a comunidade assumiu parte da responsabilidade pela qualidade do serviço. Em uma nota comunicando a divulgação do relatório, a World Development Movement também cita o anúncio feito nesta quarta-feira pelo governo britânico de que vai apoiar parcerias com empresas públicas de água e esgoto de outros países e diz que espera que os britânicos aproveitem os bons exemplos do Brasil. "O conhecimento adquirido por empresas públicas de água em países do sul, como o Brasil, é uma imensa fonte não-aproveitada que pode nos ajudar a combater a crise global de água", disse Southworth. |
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