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Zôo de Berlim descarta sacrifício de filhote de urso 'mimado' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Jardim Zoológico de Berlim afastou as possibilidades de o filhote de urso polar Knut ser sacrificado por "estar acostumado demais com seres humanos", como argumentam alguns ativistas. Uma nota no site do zoológico classifica a idéia dos ativistas de "sem sentido" e destaca que os funcionários e tratadores do local estão "muito felizes" com o crescimento e o desenvolvimento do bebê urso. O ursinho Knut está ficando mais ativo a cada dia e já ganhou quase oito quilos desde que nasceu, há mais de três meses, com apenas 810 gramas. A expectativa do zôo berlinense é de que o bebê urso polar possa ser exposto aos visitantes pela primeira vez neste fim de semana. Mesmo antes de aparecer em público, a fama de Knut já corre o mundo. No início desta semana, a famosa fotógrafa americana Annie Leibovitz fotografou o animal para uma campanha contra o aquecimento global. Há quase um ano, a opinião pública alemã também foi sensibilizada pelo drama de outro urso. Apelidado de Bruno, o primeiro urso selvagem a ser visto na região sul do país em quase 200 anos, matou galinhas, perus e outros animais domésticos em uma região rural e chegou a ser perseguido por especialistas estrangeiros. Final triste O final dessa história, no entanto, foi triste. Bruno não foi encontrado pelas equipes de busca a tempo e acabou sendo abatido por caçadores – que tinham autorização do governo para atirar. No caso de Knut, ativistas de direitos dos animais causaram polêmica na Alemanha ao exigir que um filhote de urso polar fosse sacrificado. Knut tem que ser alimentado até seis vezes por dia com mamadeiras pelos funcionários do zoológico, o que provocou a ira de ativistas ecológicos alemães, preocupados com o desenvolvimento do animal. "A criação por seres humanos é ilegal e desrespeita a lei de proteção aos animais", disse o ativista alemão de direitos dos animais Frank Albrecht. Ele diz que o urso vai ter problemas de comportamento durante toda a sua vida, por ficar dependente demais das pessoas. Albrecht e o diretor de outro zoológico, o de Aachen, no oeste da Alemanha, chegaram a dizer que a melhor alternativa seria sacrificar o animal. Essa hipótese foi refutada pelo zoológico berlinense. O urso polar fica no máximo dois anos no zoológico de Berlim. Depois ele terá que se mudar para evitar brigas com os outros ursos do local. Com a polêmica, o ursinho ganhou fama no país inteiro. Nesta terça-feira, a manchete principal do Bild, jornal sensacionalista de maior tiragem na Alemanha, afirmava para o alívio da nação que "Knut pode continuar vivo". Todos os seus passos foram documentados pela câmera da televisão alemã RBB. |
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