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Atualizado às: 14 de março, 2007 - 19h40 GMT (16h40 Brasília)
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'Madame Washington' ameaça revelar clientes poderosos
Deborah Palfrey
Deborah Palfrey disse que vai vender registros de clientes
Deborah Palfrey, ex-proprietária de um serviço de acompanhantes em Washington, anunciou que fez um acordo para divulgar sua lista de clientes nos Estados Unidos.

Palfrey está sendo chamada de "Madame Washington", em uma alusão a Heidi Fleiss, a "Madame Hollywood" que ficou conhecida em 1995 por manter uma rede de prostituição para os ricos e famosos de Hollywood.

A californiana trabalhou em Washington por 13 anos e em seus arquivos estão mais de 15 mil números de telefone e 20 quilos de papéis com nomes ilustres.

Há duas semanas, Palfrey publicou trechos dos documentos na internet e causou uma grande especulação sobre a identidade de seus clientes.

Palfrey não revelou que veículo de comunicação divulgará os nomes de sua lista, mas afirmou que vendeu o material para pagar por sua defesa em um julgamento por formação de quadrilha.

Inocência

Em um e-mail à estação de rádio WTOP, Palfrey disse que vai "entregar todos os registros telefônicos, diários e faturas (incluindo documentos não conhecidos pelo governo) para uma das mais respeitadas organizações investigativas de notícias do país".

Ela alega inocência e está tentando recuperar seus bens, que foram confiscados por agentes federais.

A polícia afirma que Palfrey liderava uma quadrilha de prostituição que já tinha arrecadado US$ 2 milhões em bens.

A prisão de Palfrey ocorreu depois de uma investigação de dois anos e meio do serviço de Imposto de Renda dos Estados Unidos.

Fantasias sexuais

Palfrey afirma que seu negócio apenas fornecia meios para realização de fantasias sexuais, além de serviços de acompanhantes, mas não era um negócio de prostituição.

O advogado de Palfrey, Montgomery Blair Sibley, diz que ela tinha um serviço legalizado e todos os funcionários assinaram contratos se comprometendo a não desrespeitar a lei.

"Aparentemente, existiam acompanhantes desonestas que violaram as regras, e foi nisso que o governo baseou seu caso", argumenta Sibley.

O advogado afirma que ele e sua cliente receberam ofertas de 12 organizações de mídia, que pagariam para ter os registros de Palfrey.

Um juiz federal adiou na última sexta-feira uma decisão a respeito de um pedido para paralisar a venda dos registros à imprensa até que o processo criminal seja concluído.

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