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Bolívia pode ter folha de coca no brasão, diz 'Clarín' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Bolívia pode abrir mão dos tradicionais ramos de louros e de oliveira para incluir a polêmica folha de coca no seu brasão nacional, de acordo com uma reportagem do jornal argentino Clarín desta quarta-feira. A comissão de coca da Assembléia Constituinte boliviana justificou a recomendação, segundo o diário argentino, pela importância que a coca tem na cultura do país. "Os ramos de louros e oliveira devem ser substituídos por ramos da sagrada planta milenar hoje chamada de coca, como símbolo de constância, de economia popular e de resistência e coesão social", diz o texto dos constituintes. A coca faz parte da rotina diária dos bolivianos. Entre os agricultores, o mascar da folha de coca, conhecido como "akulliku", é um hábito comum durante o trabalho no campo. A folha também é usada em cerimônias religiosas, leitura do destino e para o tradicional chá de coca – obrigatório para os visitantes estrangeiros à capital La Paz, para combater os enjôos provocados pela altura de 3,6 mil metros acima do nível do mar. No entanto, o Clarín lembra que o caminho para a inclusão da folha usada também para a produção da cocaína no escudo nacional será difícil. 'Integração nacional' A Agência para a Fiscalização de Entorpecentes da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou em fevereiro que "não é bom para os trabalhadores mascarem coca, pois ao saciar-lhes a fome, o hábito impede a nutrição adequada que faz parte dos direitos humanos". Ainda assim, os constituintes bolivianos redigiram um novo artigo para a Carta Magna do país que diz que o Estado reconhece a planta da coca como "um recurso natural, econômico, renovável, estratégico, bioenergético, com mais de 5 mil anos de vivência, eixo das culturas andino-amazônicas, símbolo cultural e elemento cerimonial sagrado e de integração social." O atual presidente da Bolívia, Evo Morales, ganhou destaque no cenário político do país como defensor dos direitos dos cocaleiros, os produtores de coca. Morales defende a expansão da área de cultivo permitida à coca e defende a retirada da coca da lista de substâncias controladas pela ONU e autorize a produção e comércio de produtos derivados da planta. |
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