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Papa deve anunciar arcebispo de SP anter de viajar ao Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O sucessor de dom Cláudio Hummes no comando da maior arquidiocese católica do Brasil deve ser escolhido antes da viagem do papa Bento 16 ao país. Esperava-se que a escolha fosse divulgada nesta quarta-feira, quando o Vaticano costuma anunciar esse tipo de nomeação, mas a única referência ao Brasil foi a divulgação do nome do novo bispo de Nazaré: o monsenhor Severino Batista de França. Tanto em São Paulo como em Roma, fala-se em muitos nomes e uma única certeza: o novo arcebispo de São Paulo será moralmente afinado com as posturas do Vaticano, característica de todas as nomeações do papa Bento 16 e do antecessor João Paulo 2º. Entre os mais cotados por especialistas e religiosos consultados pela BBC Brasil estão:
Também são citados como candidatos o arcebispo de Fortaleza, dom José Tosi Marques, o arcebispo de Florianópolis, dom Murilo Krieger, e o presidente da CNBB e cardeal arcebispo de Salvador, dom Geraldo Majella Agnelo. Dom Raymundo Damasceno, ex-secretário-geral da CNBB e arcebispo de Aparecida, ganhou força devido à experiência na organização de grandes eventos, como a visita do papa, entre 9 e 13 de maio. O espanhol dom Manuel Parrado Carral, ao assumir como administrador apostólico da arquidiocese paulistana, é outro na disputa. Sugestões Vaticanistas italianos acreditam que a nomeacão deve sair em breve. Assim, o arcebispo teria tempo, segundo o direito canônico, de ser empossado antes da viagem do papa ao Brasil. Nada impede, no entanto, que o papa Bento 16 faça o anúncio depois ou mesmo nos próximos anos. Desde 30 de outubro do ano passado, quando foi anunciada a nomeação de dom Cláudio como prefeito da Congregação para o Clero, sugestões foram entregues ao pontífice. Oficialmente, todos os bispos do Brasil têm chance, mas as particularidades da arquidiocese com seus 6 milhões de católicos limitam as escolhas. "Estamos rezando e esperando ansiosos pelo novo arcebispo", disse, sem citar nomes, o padre Ricardo Dias da Silva, responsável pela edição brasileira do jornal oficial do Vaticano. Eleição silenciosa Diferente das eleições políticas, a campanha de um arcebispo é silenciosa e impessoal. São os grupos religiosos ligados aos religiosos que se mobilizam. "Todas as forças estão preocupadas com esta escolha", disse Fernando Altemeyer Júnior, professor e ouvidor da PUC-SP e ex-assessor da arquidiocese. "Membros da Opus Dei defendem um arcebispo comprometido com eles. O mesmo fazem os carismáticos, os libertadores e outros." "A melhor aposta no momento é aguardar", disse. "Nomes bem cotados já desapareceram do cenário. A decisão está nas mãos do papa." |
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