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Atualizado às: 02 de março, 2007 - 20h45 GMT (17h45 Brasília)
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Violência no Brasil preocupa ONGs após morte de franceses

Os franceses mortos no Rio: Christian Doupes (esq.), Jerome Faure (segundo à esq.) e Delphine Douyere (dir.) com amigos. Foto: Andrea Souza/AFP/Getty Images
Os franceses foram mortos a facadas no Rio de Janeiro
Organizações não-governamentais européias que desenvolvem projetos sociais no Brasil estão preocupadas com o aumento da violência no país, mas não pretendem rever sua atuação mesmo após o assassinato dos três franceses da ONG Terr'Ativa no Rio de Janeiro.

Jerome Faure, de 38 anos, e o casal Delphine Douyere, de 36 anos, e Christian Doupes, de 42, foram encontrados mortos a facadas na terça-feira em Copacabana.

"Não vamos mudar nossa ação porque achamos que o triste ocorrido é uma história pessoal infeliz. Mas a criminalidade sem controle torna nossa atuação mais difícil e pode obrigar a associação a mudar de bairro, como já ocorreu outras vezes", disse à BBC Brasil Marie-Neige Fabre, presidente da ONG Infância França-Brasil, que atua com crianças de rua da região de Osasco (SP).

Apesar de dar continuidade aos projetos, Fabre receia que o assassinato dos franceses possa desestimular alguns doadores da associação a investir recursos no Brasil e que eles acabem se voltando para projetos em outros países.

"O fato de os franceses terem sido assassinados por um garoto que foi ajudado pela ONG pode influenciar alguns de nossos doadores, mas, por enquanto, ainda não sabemos se isso ocorrerá", diz.

Dietmar Rollar, diretor de projetos internacionais da ONG alemã Kindernothilfe, que atua há 35 anos com projetos envolvendo crianças no Brasil, sobretudo na região Nordeste, disse ter ficado chocado com a notícia da morte dos franceses.

"Isso mostra como o nível da violência no Brasil está aumentando cada vez mais. Estamos muito preocupados com o nível da violência no país e vivemos pedindo às autoridades brasileiras para que tomem medidas para aumentar a segurança, principalmente nas favelas", diz Rollar.

 Isso faz parte do risco diário de nosso trabalho com crianças traumatizadas, que sofreram inúmeros abusos. Atuamos em países ainda mais violentos, com guerras civis, e estamos acostumados a esse ambiente de violência.
Dietmar Rollar, diretor de projetos internacionais da ONG alemã Kindernothilfe

Apesar disso, o alemão diz que a ONG também não tem planos de rever sua atuação no Brasil.

Segurança reforçada

Na quinta-feira, o governo francês decidiu reforçar a segurança de seus cidadãos no exterior.

A medida não está diretamente relacionada ao assassinato dos três franceses, frisa o Ministério francês das Relações Exteriores, já que a morte nesta semana de quatro franceses na Arábia Saudita, vítimas de atentados, também teve grande repercussão no país.

"Cada vez mais franceses estão expostos a problemas de segurança no exterior", diz o ministério.

Entre as medidas anunciadas está a adoção de um sistema de rastreamento dos franceses que visitam o exterior. Eles podem indicar na internet seus dados e o roteiro que seguirão em determinado país.

No momento, informa o ministério, o governo francês não vai reforçar as orientações já disponíveis em seu site para os franceses que visitam o Rio de Janeiro.

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