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Atualizado às: 19 de fevereiro, 2007 - 11h27 GMT (09h27 Brasília)
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Londres dobra área de cobrança do pedágio urbano
Símbolo do pedágio urbano
Carros são controlados por câmeras espalhadas pela área restrita
A área de cobrança do pedágio urbano de Londres foi quase dobrada em direção à zona oeste da cidade na manhã desta segunda-feira.

O pedágio urbano londrino já restringe a circulação de veículos no centro da cidade, cobrando uma tarifa de £8 por dia (cerca de R$ 32) para quem passar pela região.

A fiscalização dos veículos é feita através do uso de câmeras e o pagamento pode ser realizado em lojas credenciadas, por telefone, por mensagem de texto e pela internet.

Agora, a área do pedágio inclui também grande parte dos bairros de Westminster, Kensington e Chelsea.

“Londres ainda tem problemas significativos de congestionamento”, disse o diretor de pedágio urbano do departamento de Transporte da capital britânica (TfL), Malcom Murray-Clark. “Pesquisas indicam que entre as áreas adjacentes à zona central, o trânsito é mais intenso no oeste, onde há vários congestionamentos durante o horário comercial.”

Segundo o departamento, o trânsito na área original do pedágio foi reduzido em 20% desde sua implementação, em 2003. Isso significa cerca de 65 mil carros a menos em circulação diariamente na zona de exclusão.

A velocidade média no centro teria subido de 4,8 km/h para pouco menos de 16 km/h. Já as emissões de gases que causam o efeito estufa foram reduzidas em 15% na região, ainda de acordo com o governo.

Por lei, todo o dinheiro arrecadado com o pedágio urbano deve ser investido no sistema de transporte da cidade. Em 2006, o governo arrecadou cerca de £122 milhões (cerca de R$ 500 milhões) com o esquema.

Com a ampliação da área de restrição, o TfL espera que os congestionamentos caiam mais 15%.

Críticas

Mas críticos temem que os descontos de 90% que serão dados a 55 mil residentes do oeste de Londres possam atrapalhar os benefícios do pedágio urbano.

“A inclusão de mais residentes no esquema de descontos pode significar um aumento no congestionamento na zona já existente, reduzindo os benefícios observados nos últimos anos com o pedágio urbano”, disse Brian Cooke, presidente da organização London Travelwatch, que monitora os transportes da cidade.

Segundo ele, seria melhor ter criado um sistema com duas zonas, ao invés de uma grande área de restrição.

Apesar do desconto, muitos moradores do oeste londrino não estão felizes com a inclusão de suas ruas na zona de pedágio e estão planejando uma manifestação para esta segunda-feira.

Eles temem que as novas regras possam prejudicar o comércio da região e custar centenas de libras anuais aos residentes.

Para Angie Bray, do partido Conservador, o tráfego está mais lento em Londres apesar do pedágio.

“Menos carros estão usando as ruas, mas o congestionamento aumenta. As razões são mau planejamento e mau uso do espaço urbano”, disse Bray.

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