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Atualizado às: 17 de fevereiro, 2007 - 12h16 GMT (10h16 Brasília)
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Escola ensina como esposas podem ser amantes melhores

Gertrude Mungai (à esq.)
Gertrude Mungai (à esq.) quer evitar que maridos sejam adúlteros
Uma escola no Quênia ensina as mulheres a melhorar como amantes.

A idéia foi da empresária Gertrude Mungia. De tanto ganhar o centro das atenções em chás de noivas, ela descobriu que podia cobrar por seus conselhos.

Uma pesquisa divulgada na semana passada sugeriu que, embora os quenianos tenham entusiasmo por sexo, não são amantes bons nem assíduos.

Conselheiros matrimoniais dizem que muitas mulheres no país não sabem o que esperar de uma relação sexual.

Segundo eles, isto abala a autoestima dos homens, que acabam optando por casos extraconjugais.

Gertrude está convencida de que sua iniciativa terá dupla vantagem: evitar que os maridos procurem romances fora de casa, e fazer com que eles ajudem nos serviços domésticos.

'Cerimônia'

De sua casa no subúrbio de Nairóbi, ela dirige sua empresa, Tetezzo (que significa queimador de incenso, em kiswahili), em uma garagem transformada em quarto.

Nestes aposentos, há almofadas de vários tamanhos jogadas sobre um tapete tradicional da terra. As paredes são cor-de-rosa e, do teto, pendem tecidos das cores lilás e rosa claro.

A atmosfera é de serenidade e calma, e as inibições desaparecem logo.

Ela diz que deve tudo à sua avó, que às vésperas do seu casamento lhe organizou uma sessão particular com um somo - um terapeuta sexual tradicional e conselheiro matrimonial.

"Fazer amor, para mim, é uma cerimônia. Não é só para fazer sexo. Eu incentivo as mulheres a se prepararem para fazer amor", disse.

Segundo ela, a cultura queniana reconhece que uma boa esposa é mais do que alguém que cozinha bem e cria os filhos.

Gertrude acredita que as mulheres devem expressar sua femininidade, apesar dos desafios da vida moderna.

Choque de gerações

As clientes são, na maioria, da classe média da capital, mas, como suas palestras ganharam popularidade, Gertrude é freqüentemente convidada por mulheres de outras cidades para fazer exposições.

Ela dá aulas gratuitas para mulheres na zona rural, e tem clientes de todas as idade. A mais velha tem 58 anos.

Mas mulheres mais velhas são mais difíceis de ensinar, conta Gertrude, porque acham que não têm mais nada para aprender.

"No fim da minha aula, parece que elas me respeitam mais."

As técnicas incluem aulas de dança do ventre com técnicas de striptease.

A estratégia parece estar dando certo: Gertrude confessa que já recebeu flores de maridos que acabaram beneficiados pelas aulas que suas esposas tiveram.

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