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Atualizado às: 31 de janeiro, 2007 - 17h04 GMT (15h04 Brasília)
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Petroleiras querem manter diálogo sobre nacionalização com Chávez
Instalações de petróleo na Venezuela
Chávez quer aumentar participação oficial nas empresas do setor
As empresas de petróleo que operam na Venezuela pretendem manter o diálogo com o presidente Hugo Chávez sobre a nacionalização do setor, que o presidente diz que irá impulsionar com os novos poderes que lhe foram concedidos pelo Congresso nesta quarta-feira.

O presidente da Associação Venezuelana de Hidrocarbonetos e porta-voz do setor, Luis Xavier Grisanti, disse à BBC que existe "vontade para negociar no marco da lei".

"Posso dizer que há vontade de manter o diálogo a fim de alcançar acordos que sejam benéficos tanto para o Estado venezuelano quanto para as empresas privadas", ele afirmou.

Foi a primeira manifestação dos empresários desde o dia oito de janeiro, quando o presidente Chávez anunciou a "nacionalização" do setor – na verdade, a decisão do governo de aumentar sua participação nas petroleiras.

Hoje, o Estado venezuelano opera em esquema de joint venture com empresas como Exxon Móbil, Chevron, British Petroleum, Total e Statoil, mas já mantém pelo menos 51% das ações das companhias.

A BBC apurou que as empresas querem apenas que o governo pague um "preço justo" ao aumentar o controle sobre as empresas de petróleo. Esse preço deveria levar em conta os investimentos realizados no país e os compromissos assumidos com credores internacionais.

Poderes

Não é apenas sobre o setor petroleiro que o presidente Chávez terá mais poderes para elaborar decretos, de acordo com a lei que concede ao presidente o poder de tomar decisões sem consultar o Congresso.

Durante 18 meses, o presidente terá mandato para modificar leis em 11 áreas – incluindo a política – e apressar a instauração do que chamou de “socialismo do século 21”.

O opositor Humberto Calderón Berti, que ocupou as pastas de Energia e de Relações Exteriores em governos anteriores a Chávez, disse que a amplitude de poderes tem por objetivo "o controle total da sociedade venezuelana" por parte de Chávez.

Alguns setores da oposição anunciaram que vão tentar impugnar a lei na Justiça.

Hugo Chávez
Chávez governará por decreto em 11 áreas

Mas o deputado chavista Saul Ortega, presidente da Comissão de Política Exterior da Assembléia, disse que a Lei Habilitante já é um mecanismo consagrado nas Constituições venezuelanas de 1971 (anterior a Chávez) e 1999 (promulgada por Chávez).

"Esta oposição de hoje costumava dar poderes a todos os seus governos de plantão. A diferença é que as leis habilitantes daquela época terminavam com um saldo negativo para o povo", disse ele.

O presidente Chávez não teve dificuldades para aprovar a lei em uma Assembléia 100% chavista, eleita em votação boicotada pela oposição.

Saul Ortega argumentou que, mesmo fiel a Chávez, a Assembléia não seria capaz de aprovar as leis defendidas pelo governo se os novos poderes para o presidente não tivessem sido aprovados.

"O procedimento para elaboração das leis na Assembléia é muito lento, independentemente das maiorias que nela se produzem. Quando o executivo solicitou a habilitação de poderes, neste e em qualquer governo, foi por essa razão (apressar a tramitação de leis)."

Presidente da Venezuela, Hugo ChávezNacionalização
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