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Governo prepara plano para crescimento de 5% | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo deve lançar até o final do mês o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principal ação do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fomentar a economia. O programa foi anunciado nesta segunda-feira pelo presidente em discurso no Congresso Nacional, na cerimômia de posse do seu segundo mandato. O governo já vinha discutindo medidas para fazer a economia brasileira crescer 5% ao ano, uma meta informal pedida por Lula para seus ministros. “Acelerar, crescer e incluir são os verbos que vão reger o Brasil nos próximos anos”, disse Lula no plenário do Congresso. “Vamos destravar o Brasil. Até agora, fatores históricos e dificuldades políticas impediram que avançássemos mais rápido.” De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os detalhes do programa já foram definidos pela equipe do governo, mas o anúncio oficial deve acontecer após as férias do presidente, que estará ausente do cargo entre os dias 5 e 15 de janeiro. Investimentos e infra-estrutura Segundo Mantega, o PAC deve ser lançado oficialmente entre os dias 15 e 20 de janeiro. O ministro disse a jornalistas que o programa do governo vai se concentrar em investimentos e infra-estrutura, com participação tanto do orçamento público como da iniciativa privada, que seria estimulada a investir no setor. Mantega também afirmou que, entre algumas ações do programa, estão previstos novos projetos de lei, que exigiriam aprovação do Congresso Nacional. Segundo o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, o presidente trabalha para anunciar ainda neste mês os detalhes do PAC e o ministério do segundo mandato. A formação da nova equipe de governo – que inclui partidos aliados ao presidente – é importante para o futuro do Programa de Aceleração do Crescimento, já que alguns pontos do PAC precisarão de apoio da base aliada no Congresso. “A aceleração do crescimento foi a tônica do discurso do presidente Lula e será a tônica deste segundo mandato”, disse Tarso. Em entrevista a jornalistas no Congresso, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que participou da elaboração do PAC, criticou a oposição por questionar a viabilidade da meta de 5% de crescimento anual. “A oposição foi reeleita para isso, para criticar. E o presidente Lula foi reeleito para governar”, ironizou Bernardo. “Nós precisamos ter fé. O Brasil vai sim crescer 5%”, disse o ministro. |
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