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Estudo diz que 2% das pessoas possuem metade da riqueza mundial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os 2% mais ricos do mundo possuem mais de metade da riqueza, de acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira por um instituto ligado às Nações Unidas. O documento do Instituto Mundial de Pesquisa de Desenvolvimento Econômico, ligado à Universidade da ONU, afirma que a metade mais pobre do mundo detém 1% da riqueza global. Segundo os autores do estudo, esta é a pesquisa mais ampla já feita sobre o assunto. Ela trata de todos os países do mundo, utilizando dados completos ou estimativas baseadas em análise estatística. Além disso, o estudo abordou os dados sob a ótica da riqueza, e não da renda. O conceito de riqueza é a soma de todos os bens menos as dívidas. Entre os bens contabilizados estão terras, imóveis, animais e ativos financeiros. O estudo descobriu que a desigualdade de riquezas é maior que as diferenças de renda anual. Concentração A análise mostra o tamanho das diferenças de riquezas entre os países. Cerca de 90% da riqueza mundial está concentrada na América do Norte, na Europa e em algumas nações da região do Pacífico, como Japão e Austrália. A pesquisa também revelou mudanças no tipo de riqueza acumulada em cada região do mundo. Em países menos desenvolvidos, terras e ativos financeiros do setor agrícola têm maior participação na riqueza das pessoas, refletindo o peso da agricultura nessas economias. A pesquisa também revelou que nesses países as instituições financeiras são menos “maduras”, o que dificulta a formação de poupança. Em contraste, os cidadãos de alguns dos países mais ricos têm dívidas maiores do que ativos, o que os coloca entre as pessoas mais pobres do mundo, em termos de riqueza doméstica. No entanto, pode-se dizer que eles têm hábitos de consumo melhores do que a maior parte das pessoas dos países em desenvolvimento. A pesquisa é baseada em números referentes ao ano de 2000. Os autores disseram que um estudo com dados mais recentes teria menos informações precisas. Mesmo assim, muitos números, sobretudo sobre os países em desenvolvimento, tiveram de ser estimados. De acordo com o professor Anthony Shorrocks, um dos autores da pesquisa, o relatório chama atenção dos países em desenvolvimento para que melhorem seus sistemas bancários. |
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