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Tecnologia brasileira pode beneficiar a África, diz Lula | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A tecnologia brasileira para a produção de biocombustíveis pode ajudar no desenvolvimento econômico dos países africanos e garantir a eles uma relação comercial mais justa com os países ricos, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira após o encerramento da primeira Cúpula África-América do Sul, em Abuja, capital da Nigéria. Segundo Lula, a produção das sementes utilizadas na produção do combustível tem o potencial de gerar "milhões de empregos" e beneficiar países que hoje não dispõem de recursos naturais como o petróleo. Lula disse ter sugerido aos líderes africanos presentes em Abuja a realização de um seminário técnico entre os países da região, no início do ano que vem, para discutir a utilização dos biocombustíveis. Durante a cúpula, Lula aproveitou para fazer "propaganda" dos biocombustíveis brasileiros e distribuiu aos demais chefes de Estado presentes amostras de sementes como a mamona e dos próprios combustíveis refinados a partir delas. Aproximação Apesar da ausência de muitos presidentes sul-americanos, como o argentino Néstor Kirchner, o venezuelano Hugo Chávez e o colombiano Álvaro Uribe, Lula defendeu a realização de encontros do tipo. Segundo ele, muitas vezes os presidentes são criticados por voltar dessas reuniões sem ganhos concretos, mas o simples fato de diversos líderes dos dois continentes terem se reunido já é um avanço e representa o começo de uma aproximação maior entre as duas regiões. O presidente se disse otimista em relação ao futuro das relações entre o Brasil e os países da África. "Aqui há espaço para que as empresas brasileiras façam muitos negócios", disse. A torção no tornozelo direito, que obrigou Lula a cancelar sua participação em vários eventos programados para a quarta-feira, ainda obrigou o presidente a se locomover em uma cadeira de rodas nesta quinta-feira. Mas com um sapato no lugar da faixa que exibia na véspera, Lula disse que estava cumprindo as recomendações médicas de evitar caminhar longas distâncias, para reduzir o inchaço no pé. PIB Durante a entrevista que concedeu após o encerramento da cúpula, Lula disse não estar preocupado com o baixo crescimento apresentado pelo PIB brasileiro no terceiro trimestre deste ano. O crescimento de 0,5% em relação ao trimestre anterior indica que, a não ser que a economia dê um salto maior no último trimestre, a expansão do PIB em 2006 será inferior à última meta definida pelo governo para o ano, de 3,2%. "Vou esperar o quarto trimestre, quando nossa economia pode crescer 1,5% ou até um pouco mais", disse o presidente. Mas Lula buscou fugir do foco e disse que não está mais preocupado com 2006, e sim "com 2007, 2008, 2009 e 2010". "Tenho que pensar para a frente, e o importante é fazermos tudo o que é necessário para permitir o crescimento", afirmou o presidente. |
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