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Atualizado às: 24 de novembro, 2006 - 20h11 GMT (18h11 Brasília)
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Volta do Police depende de Sting, diz guitarrista

Capa do livro 'One Train Later - A Memoir', de Andy Summers
O livro de memórias de Andy Summers ainda não tem dada prevista de lançamento no Brasil
O guitarrista Andy Summers, que tocava no The Police, disse que a reunião da banda, desfeita nos anos 80, depende de Sting, vocalista e líder do grupo.

"Depende apenas da decisão de Sting. Tudo o que posso fazer é ser amigável", afirmou Summer, em entrevista à BBC Brasil.

Segundo o guitarrista, as relações entre os dois estão exatamente assim no momento: "muito amigáveis".

"Vi Sting na semana passada em Londres", conta Summers, que está no Brasil para série de shows com o violonista Roberto Menescal.

Ele diz que os integrantes da banda falam sobre a volta e que o baterista Stewart Copeland também gosta da idéia.

“Falamos muito sobre isso. Talvez faremos. No próximo ano, 2007 é um bom ano. Em agosto são 30 anos desde o primeiro show… Incrível! Não dá pra acreditar…”, afirmou.

Summers trata a reunião como "possível", mas diz que "não fica sentado pensando a respeito".

"Estou tocando com Menescal, o Sting brasileiro", brinca.

Memórias

Além dos shows com Menescal - nos quais além de bossa-nova eles tocam versões de músicas do Police -, Summers está no Brasil para negociar a edição em português do seu recém-lançado livro de memórias, One Train Later - A Memoir ('Um trem mais tarde', em tradução livre).

O título é uma referência ao encontro casual de Summers com o baterista Stewart Copeland, em um trem.

A história da banda também será tema de um outro projeto do guitarrista: um livro com fotos em preto e branco, que ele mesmo fez, mostrando toda a carreira do Police. O lançamento deste nos Estados Unidos e Europa está previso para março de 2007.

'Está acabado'

O livro de Andy Summers começa pelo fim: uma manhã de agosto de 1983, o dia de uma das últimas – e também uma das maiores - apresentações do The Police, no Shea Stadium de Nova York.

“A maneira como contei a minha história foi em flashback. Em 18 de agosto de 1983 estou pronto para fazer um show incrível para 80 mil pessoas. Então eu analiso, como se dissesse: ‘Ok, você está no lugar para o qual você vinha se dirigindo, este tipo de sucesso. Agora analise sua vida’. E, claro, naquele dia eu sabia que a banda iria acabar. Então debaixo de toda aquela glória, há também a dor. E isto é o que o livro mostra”, disse.

Apesar do fim atribulado do The Police, que resolveu sair de cena quando ainda estava no topo das paradas no mundo todo, Summers conta que não houve partes da história da banda que ele hesitou em colocar em seu livro.

“Estava interessado em escrever o livro, eu queria isso há muito tempo. Acho muito importante ser sincero, é isto que faz com que a história seja interessante. Não é apenas a respeito de ‘como éramos ótimos, como éramos fantásticos’. É a respeito de como somos seres humanos e somos frágeis e desmoronamos.”

No livro Summers fala a respeito da sua pouco conhecida carreira antes do Police, quando tocava com bandas de jazz e estudava música em uma universidade da Califórnia e dos seus encontros com nomes como Jimi Hendrix e Eric Clapton.

O prefácio do livro de Summers foi escrito pelo guitarrista do U2, The Edge.

Brasil e fotografia

Summers afirma que adora música brasileira desde os 16 anos de idade.

“Certamente músicos de jazz ou músicos que querem tocar algo além do rock, tendem a ir para a música brasileira. Aquele período da bossa-nova, cerca de dez anos, tinha melodias sofisticadas, é muito atraente para músicos, ótimas letras, bela harmonia. Mas é preciso estudar muito, não é rock’n’roll, é muito mais sofisticado.”

Summers conta que sempre gostou de tocar músicas como Felicidade, Manhã de Carnaval, Wave.

“Tocar com (Roberto) Menescal não é um passo gigantesco, é um pequeno passo e é um prazer raro, tocar com um dos caras originais, como João Gilberto, Jobim e Menescal. É fantástico.”

O guitarrista também tem uma face menos conhecida, a de fotógrafo. Em sua página na internet é possível ter uma amostra de seu trabalho, com fotos em preto e branco. Ele já publicou um livro na década de 80 e pretende lançar outro em março de 2007.

“Eu fotografei quase desde o primeiro dia (do The Police) até o último dia. Tem também muitas coisas do meu diário. É uma jornada interessante pelos anos do Police, está tudo lá”, disse.

“Eu tinha estas fotos guardadas comigo, sem ninguém ter visto, até dois anos atrás. Uma fotógrafa de Londres me propôs fazer um livro do Police com ela. E eu topei”, afirmou.

Mas quando a fotógrafa viu o acervo catalogado de Summers resolveu sair do projeto, pois ele não precisaria de ajuda.

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