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Atualizado às: 22 de novembro, 2006 - 14h54 GMT (12h54 Brasília)
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Polícia britânica usará máquina para colher impressões digitais
Equipamento para coleta de impressão digital
Equipamento eletrônico será testado durante dois meses
A polícia britânica vai começar a usar, em fase de teste, identificadores eletrônicos móveis para colher impressões digitais de suspeitos em patrulhas nas ruas da Inglaterra e do País de Gales.

O equipamento de mão – ligado a um banco de dados de 6,5 milhões de impressões digitais – permitirá que os policiais identifiquem os suspeitos em minutos.

A polícia diz que a máquina será particularmente útil para identificar pessoas usando identidades falsas – na Grã-Bretanha, não existe carteira de identidade.

O uso do equipamento, porém, vem suscitando questionamentos sobre a proteção das liberdades civis.

Entre as dez forças policiais escolhidas para testar o equipamento nos próximos dois meses estão a Polícia Metropolitana de Londres e as autoridades de transportes.

Identificação acelerada

O chefe de identificação datiloscópica na Organização de Informação Tecnológica Policial (PITO, na sigla em inglês), Chris Wheeler, disse que o equipamento é pouco maior que uma agenda eletrônica.

A máquina enviará dados codificados para o sistema nacional de identificação usando o GPRS, um sistema de comunicação sem fio usado por telefones celulares.

O secretário britânico para a Polícia, Tony McNulty, afirmou que “a nova tecnologia vai acelerar o tempo que leva para os policiais identificarem indivíduos, reduzindo a inconveniência para os membros inocentes do público”.

Pelo plano piloto, batizado de Lantern (Farol), os policiais poderão verificar as impressões digitais de ambos os dedos indicadores dos suspeitos, e compará-las com um banco de dados central computadorizado, dando uma resposta em poucos minutos.

Atualmente, para tomar as impressões digitais de uma pessoa, um policial necessita detê-la e levá-la a uma delegacia.

O chefe policial Steve Rawlings, da região de Luton, afirmou que o equipamento toma duas séries de impressões digitais, mas elas não são arquivadas.

“O episódio pode significar 15 minutos ao lado da estrada, ao invés de três horas numa delegacia”, ele declarou.

Identificação de carros

Impressão digital
Impressões digitais coletadas não serão arquivadas
O equipamento também será usado pela polícia para identificar placas de carros.

Se um veículo for parado, a polícia será capaz de identificar o motorista e os passageiros.

Atualmente, acredita-se que cerca de 60% dos motoristas parados não dão suas identidades verdadeiras.

O equipamento tem uma precisão de 94% a 95% e será usado somente para propósitos de identificação, segundo a polícia, com salvaguardas eletrônicas para prevenir sua má utilização.

Mas o representante do grupo de defesa das liberdades civis Freedom Association, Mark Wallace, disse à BBC que tinha “preocupações” sobre o novo equipamento.

“Não acho que deveríamos nos contentar pelo fato de que no momento seu uso é voluntário, e que no momento as informações não serão registradas”, disse.

“O projeto piloto é assim (voluntário) porque as leis para realizá-lo em nível nacional de maneira obrigatória e com registro não foram aprovadas.”

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