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Atualizado às: 14 de novembro, 2006 - 19h15 GMT (17h15 Brasília)
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Órgão eleitoral critica 'intervenção grosseira' de Lula na Venezuela

Lula e Chávez durante inauguração de ponte na Venezuela
Lula participou da inauguração de ponte sobre o rio Orinoco
Um dos diretores do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Vicente Diaz, presidente da Comissão de Participação Política e Financiamento, descreveu como uma "intervenção grosseira" as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o presidente venezuelano Hugo Chávez será reeleito no pleito de 3 de dezembro. O CNE é o órgão do governo que regulamenta e organiza as eleições na Venezuela.

"O presidente do Brasil não tem que vir opinar sobre as eleições da Venezuela", afirmou Diaz, em entrevista ao canal de televisão estatal.

"Isso é uma intervenção grosseira nos assuntos internos da Venezuela. As eleições da Venezuela são entre os venezuelanos. Nós não queremos aqui nem os Estados Unidos, nem os cubanos, nem os brasileiros, nem os espanhóis opinando sobre temas que são estritamente venezuelanos", acrescentou.

"O que acontece se quem ganhar aqui não for o candidato que Lula apoiou?", questionou Diaz. "Este outro candidato teria uma opinião muito particular sobre um Estado que é vizinho nosso e que continuará sendo nosso vizinho eternamente. Isso não é desejável, porque gera ruído nas relações entre os países, que têm que estar acima das diferenças partidárias", afirmou.

O diretor do CNE também criticou o apoio do deputado espanhol Mayor Orejas ao candidato da oposição, Manuel Rosales. "Foi uma intervenção grosseira na política nacional da Venezuela, nos dois casos", disse.

Conseqüências

Diaz ressaltou que declarações deste tipo em campanhas eleitores têm "conseqüências gravíssimas" e lembrou que hoje a Venezuela tem relações congeladas com vários países, justamente por causa de declarações dadas por Chávez em apoio a candidatos que perderam. Esta é a situação da Venezuela em relação a Peru, México e Equador.

O presidente Lula, que na segunda-feira participou na Venezuela da inauguração de uma ponte sobre o Rio Orinoco construída pela empresa brasileira Odebrecht, disse em seu discurso que tem certeza que Chávez será reeleito na eleição presidencial de 3 de dezembro e fez planos para trabalharem juntos no próximo madato.

"O mesmo povo que elegeu a mim, que elegeu Kirchner, que elegeu Daniel Ortega, que elegeu Evo Morales, certamente irá te eleger presidente da República da Venezuela", afirmou Lula, em discurso ao lado do presidente venezuelano.

A inauguração da ponte se tornou, na verdade, um grande ato da campanha chavista, com a presença de dezenas de milhares de militantes vestidos de vermelho, a cor da campanha do presidente.

Na noite de segunda-feira, um dos canais privados de televisão já questionava o apoio de Lula a Chávez às vésperas da campanha.

Já o canal estatal de televisão, o mesmo que apresentou a entrevista do diretor do CNE, transmitiu todas as atividades dos dois presidentes ao vivo e apresentou a ponte como um importante ato do governo para aumentar a integração da Venezuela com o Brasil.

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