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Atualizado às: 09 de novembro, 2006 - 11h19 GMT (09h19 Brasília)
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Fumo reduz chances de fixação de óvulo no útero, diz estudo
Óvulo prestes a se fixar na parede do útero
Imagem microscópica mostra óvulo prestes a se fixar no útero
Fumar com freqüência pode reduzir as chances de um embrião se fixar com sucesso na parede do útero, segundo uma pesquisa publicada na revista científica online Human Reproduction.

Pesquisadores da Espanha e de Portugal analisaram os índices de gravidez em mulheres que fizeram tratamento para engravidar usando óvulos doados.

Eles descobriram que 52,2% das mulheres que fumavam pouco ficaram grávidas na primeira tentativa, comparado com 34,1% das mulheres que fumavam muito.

Eles acreditam que isso sugere que o tabaco deixa o útero menos receptivo à concepção.

“O fato de vermos este resultado numa situação na qual os óvulos foram doados por outras mulheres demonstra que o fumo afeta negativamente a receptividade do útero, independentemente de seu efeito sobre a função do ovário”, disse o pesquisador-chefe, Sérgio Soares.

Gravidez múltipla

Para o estudo, foram consideradas mulheres que fumam pouco aquelas com consumo inferior a dez cigarros por dia.

Apesar de a taxa de gravidez ter sido muito menor para as mulheres que fumam muito, para aquelas que conseguiram engravidar a taxa de gravidez múltipla foi muito maior - 60% das mulheres com alto consumo de cigarros esperavam gêmeos, contra 31% das que fumavam menos.

Soares disse que não ficou claro se esse resultado foi apenas um desvio do estudo.

Mas ele disse que é possível que compostos presentes no tabaco afetem o útero de maneiras diferentes em mulheres diferentes, prejudicando a fixação dos óvulos em algumas mulheres, mas tendo efeito oposto em outras.

“Pode ser que o alto consumo de cigarros prejudique a estabilidade das células no revestimento do útero diferentemente de mulher para mulher ou gere uma resposta do próprio embrião, resultando numa reduzida taxa geral de gravidez, mas uma chance maior de gravidezes múltiplas naquelas que acabam ficando grávidas”, explica.

Soares disse que as mulheres com alto consumo de cigarro deveriam ser avisadas de que mesmo se os tratamentos para fertilização forem realizados, elas terão menos chance de conseguir uma gravidez com sucesso.

“Além disso, deveríamos também adverti-las dos riscos de gravidezes múltiplas, que são menos seguras para as mães e para os bebês”, afirma.

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