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Atualizado às: 31 de outubro, 2006 - 14h00 GMT (11h00 Brasília)
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Democratas não têm plano coerente para o Iraque

Manifestação anti-guerra em Miami, EUA
Democratas dizem que eleição é referendo sobre Iraque
O Iraque é o grande cabo eleitoral da oposição democrata nas eleições para o Congresso da próxima terça-feira graças à desilusão da maioria da opinião pública americana com o rumo da guerra.

Mas o presidente republicano George W. Bush tem razão quando, em discursos de campanha a favor de candidatos do seu partido, acusa os democratas de não terem um plano para vencer a guerra. A rigor a oposição incoerente não tem plano nem para perdê-la.

Como se espera da oposição, líderes do Partido Democrata e seus candidatos às eleições do próximo dia 7 cerram fileiras para se oporem à condução da guerra pelo governo Bush.

A partir daí é mais complicado marchar em ordem unida e resoluta. Existe em geral uma postura a favor de uma retirada de tropas americanas do Iraque, mas a maioria dos políticos democratas não fala em uma saída imediata, o que apenas reforçaria a acusação republicana sobre o "derrotismo" da oposição.

Os democratas batem na tecla que Bush conduz a guerra com teimosia e até onde pôde apregoou a inverossímil idéia de "manter o curso".

'Pombas'

A oposição, porém, não oferece um grande curso alternativo para o pós-guerra.

Existe, isto sim, uma grande preocupação da oposição em desfazer a imagem constantemente pintada pelos republicanos de que os democratas não entendem que segurança nacional é coisa séria e que desde a guerra do Vietnã são "pombas" que se esquivam de responsabilidades militares.

Não é à toa que o comando democrata fez questão de recrutar um batalhão de veteranos de guerra para concorrer ao Congresso agora em 2006.

A campanha de alistamento surtiu efeito, mas cadê o plano de guerra ou contra a guerra?

Um bom exemplo da incoerência democrata está nas propostas de seus candidatos ao Senado em dois estados onde a oposição muito provavelmente deverá roubar cadeiras republicanas e assim ter chances de conseguir a maioria.

Na Pensilvânia, Bob Casey simplesmente se opõe a um prazo para o fim do envolvimento americano no Iraque, mas Sherrod Brown, em Ohio, quer a volta das tropas dentro de dois anos.

Referendo

Os líderes democratas têm várias desculpas para esta incoerência nas eleições para o Congresso. Lembram que o partido não exerce o Poder Executivo e que a influência do Legislativo em questões de guerra é limitada (pesa, por exemplo, na alocação de fundos).

Há ainda a justificativa de que os eleitores não estão exigindo um plano coerente para o fim da guerra.

A eleição é um referendo sobre o Iraque e existe um anseio para punir o governo de plantão.

Para todos os efeitos, o desastre da guerra funcionaria também como uma retumbante metáfora para frustrações com a incompetência e arrogância dos republicanos para dirigir o país.

Marshall Wittman, uma das mais influentes cabeças pensantes dos setores centristas do Partido Democrata, admitiu em entrevista ao New York Times que o grande paradoxo da atual eleição é que o Iraque é o fator decisivo, mas que caso seu partido reconquiste o controle das duas casas do Congresso há pouco que possa fazer para alterar a política iraquiana.

Já o senador Joe Biden, o mais graduado democrata na Comissão de Relações Exteriores do Senado, foi cândido num artigo que escreveu no Wall Street Journal. Ele disse que a única forma de alterar o curso iraquiano é se os dois partidos trabalharem juntos, pois nenhum quer assumir sozinho decisões amargas e ser culpado mais tarde por o que acontecer.

Caio Blinder
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