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Atualizado às: 26 de outubro, 2006 - 12h05 GMT (09h05 Brasília)
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Nasa lança missão para fazer 1ª imagem 3D do Sol
Representação da nave Stereo
Cápsulas tomarão imagens em pontos distintos do Sol
A agência espacial americana, a Nasa, lançou duas sondas espaciais que oferecerão aos cientistas a primeira imagem tridimensional do Sol.

As cápsulas partiram no foguete Delta 2 – que decolou do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Florida, às 20h52 (21h52 de Brasília) – e se separaram meia hora depois, informou o controle da missão.

Colocadas em órbita do astro-rei, as sondas viajarão a uma pequena distância uma da outra, enviando simultaneamente aos pesquisadores uma imagem frontal e outra lateral do Sol.

O objetivo da missão de dois anos é esclarecer a dinâmica de explosões que periodicamente ocorrem na superfície solar e que, ao atingir a Terra, causam distúrbios à comunicação de longa distância, sistemas de navegação, e danificam satélites.

Tempestades magnéticas

Tais explosões, batizadas de ejeções de massa coronal (EMC), são bolhas de gases de até 10 bilhões de toneladas, que se desprendem da superfície solar a velocidades superiores a 400 quilômetros por segundo, ou mais de 1,5 milhão de quilômetros por hora.

Nessa velocidade, podem cruzar em três ou quatro dias os 150 milhões de quilômetros que separam a Terra do Sol.

Na maior parte das vezes, as explosões se desviam antes de chegar à magnetosfera terrestre, mas algumas inevitavelmente chegam às camadas superiores da atmosfera.

Representação de Ejeção de Massa Corolar feita pela Nasa
Representação de EMC

Quando isto ocorre, esses "ventos" podem gerar belos efeitos (como as auroras, criadas pela interação com os gases da alta atmosfera), mas também efeitos indesejáveis (como perturbações no campo magnético causadas pela interação com a magnetosfera).

"Em determinadas condições, uma grande tempestade causa perturbações em redes de energia e em aeronaves", disse um dos cientistas do projeto, Mike Kaiser.

"Estas partículas são perigosas para astronautas, e até para companhias aéreas que fazem as rotas polares, pois as EMC podem apagar sistemas de comunicação dos aviões e aumentar as doses de radiação na tripulação e passageiros."

"Se soubermos quando estas tempestades vão ocorrer poderemos tomar medidas preventivas", ele acrescentou.

Os planos cada vez mais ambiciosos das agências espaciais – que pretendem nas próximas décadas enviar astronautas à Lua e a Marte – tornam necessários também melhor conhecimento sobre a atividade solar.

Sondas

A Nasa espera que as sondas estejam em seu ponto de observação dentro de três meses.

Recolhidas, cada uma tem o tamanho aproximado de um carrinho de golfe. Com seus painéis solares estendidos, chegam ao comprimento de um ônibus.

O projeto de US$ 520 milhões – cerca de R$ 1,2 bilhão – deve ser mais eficiente que outras missões solares, como a Soho, que ficou dez anos em órbita.

A diferença está no posicionamento das sondas, programadas para registrar imagens com intervalo de um segundo de diferença. Isto permitirá aos cientistas observar as tempestades de lado, e descobrir rapidamente se uma nuvem de plasma vai atingir a Terra.

Aurora
Auroras, boreal no norte e austral no sul, são causadas por vento solar interagindo com gases

Os observatórios existentes têm dificuldade de determinar a direção exata de uma EMC, porque olham diretamente para o astro.

"Não é a instrumentação (das sondas) que é um avanço em termos de resolução, mas o ponto de observação privilegiado (das sondas)", disse outra cientista do programa Lika Guhathakurta.

"(A missão) verá o Sol em toda a sua glória 3D pela primeira vez. Será espetacular."

As cápsulas enviarão dados diretamente para a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês), a agência que faz as previsões do clima espacial usadas no mundo todo por satélites e operadores aéreos.

Espaço
Planeta parecido com a Terra é descoberto fora do Sistema Solar.
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