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Ramadã alavanca audiência de novelas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O mês sagrado do Ramadã está chegando ao fim e com ele vão terminando dezenas de novelas produzidas especialmente para esta época. Durante o Ramadã, o muçulmano não pode comer, beber, fumar ou ter relações sexuais por um período que vai de um pouco antes do nascer do sol até um pouco antes do poente – o início e o fim de jejum são marcados pelos chamados para oração que ecoam de todas as mesquitas. Para reduzir as horas em jejum as famílias mudam os horários e passam a dormir e acordar bem mais tarde. “Estas novelas são produzidas especialmente para o Ramadã. As famílias comem o iftar (o desjejum, por volta de 17h30) e depois passam a madrugada na frente da televisão”, diz a analista de mídia árabe da BBC, Amani Soliman. Comédias, dramas sociais e familiares e produções baseadas em temas religiosos ou fatos históricos costumam ser os preferidos do público. Mas nos últimos anos também têm ganhado espaço novelas com cunho político, tratando de temas como a “guerra ao terrorismo” promovida pelos Estados Unidos e a militância islâmica. Atentados A rede de TV Libanesa LBC fez neste ano a novela Al Mariqun (Os Renegados), cuja história se desenrola em torno de atentados extremistas realizados em diversas partes do mundo, inclusive Egito, Síria, Iraque e Grã-Bretanha. Já no primeiro episódio, a novela discute a imagem dos muçulmanos em Londres depois dos atentados de julho do ano passado. Com a TV via satélite disseminada em todo o mundo árabe – os telhados nas cidades parecem canteiros de antenas parabólicas – a população destas nações têm um cardápio de cerca de 80 novelas para escolher.
O Egito é tradicionalmente o maior produtor de cultura popular em língua árabe – não só novelas mas também outros programas de TV e filmes para a cinema – e ainda hoje é o país que tem maior número de produções no Ramadã. Síria Mas os Sírios vêm investindo muitos nos últimos anos e ganhando cada vez mais espaço no mercado apostando, principalmente, em produções históricas ou religiosas reconhecidas como de grande qualidade técnica. Entre as produções egípcias mais bem sucedidas deste ano está Al Andalib, que conta a história do cantor Abdel Halim Hafez, uma das maiores estrelas da música popular árabe nos anos 50 e 60. O ator que interpreta Hafez foi escolhido em um concurso nacional transmitido pela televisão. Os produtores escolheram o jovem Shadi Shamel para o papel do galã, que morreu em 1977. “Para contar a história de Hafez mostramos principalmente a vida íntima e familiar dele. Os egípcios adoram relações familiares em novelas e por isso este foi o foco escolhido”, conta o roteirista e produtor de Al Andalib, Medhat al-Adl. O autor diz que acredita que nos próximos anos os sírios vão conseguir ganhar ainda mais mercado na produção árabe de TV. “Eles têm produções de altíssima qualidade e estão conseguindo agradar o público com suas produções de época”, diz. |
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