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Atualizado às: 11 de agosto, 2006 - 17h56 GMT (14h56 Brasília)
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No Japão, mulher faz serviço de casa e é raro encontrar domésticas

Tóquio
Japoneses aprendem desde pequenos a serem organizados
O emprego de trabalhador doméstico no Japão é raro por diversas razões – do preconceito com a profissão até a questão econômica.

A japonesa Yoko Tsubi, responsável pela área de orientação profissional da Hello Work (agência de emprego do governo) do bairro de Shinjuku, em Tóquio, diz que "não há oferta nem procura" nessa área entre os japoneses.

"No Japão, quase ninguém quer trabalhar como doméstica. A pessoa vai querer ser alguma coisa, ter uma profissão de mais status", comenta.

Para ela, há ainda o fator social: "Historicamente, existe a posição da mulher como dona-de-casa, que trabalha de graça, então, esse tipo de trabalho não é valorizado".

Preço

Pelo fato de as casas serem muito pequenas, não há tanta necessidade de serviço doméstico, acrescenta João Pedro Costa, vice-cônsul do Brasil em Tóquio.

"Desde crianças, os japoneses aprendem a cuidar do seu próprio espaço", diz.

O advogado Massato Ninomia, do Centro de Informação e Apoio ao Trabalhador no Exterior (CIATE), em São Paulo, aponta ainda a questão econômica.

"Antes da Segunda Guerra, as famílias de classe média tinham condições de contratar domésticas, mas agora é muito caro", diz.

Quando querem serviço de limpeza, o que pode ser a cada seis meses ou até uma vez por ano, os japoneses contratam empresas especializadas em que uma equipe de funcionários – a maioria de filipinas – faz um mutirão.

O preço é considerado alto, cerca de 30 mil ienes por tatame quadrado, o que corresponde em torno de R$ 380 por 1,6 metro quadrado.

As poucas brasileiras que trabalham no serviço doméstico no país são contratadas dentro da própria comunidade brasileira. Além de ter maior demanda nesse meio, elas não se deparam com a barreira da língua.

O salário é de cerca de 150 mil ienes mensais (cerca de R$ 3 mil) e uma diarista cobra 10 mil ienes (cerca de R$ 90) por faxina.

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