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Casal português fotografa o mundo em câmera gigante | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O fotógrafo Mica Costa-Grande e a jornalista e produtora audiovisual Sofia Salgado, ambos portugueses, começam em outubro uma viagem de cinco meses cruzando o Brasil, do Monte Roraima até Foz do Iguaçu, passando pela Amazônia e pelo Nordeste. As paisagens serão registradas em uma câmera fotográfica gigante, montada dentro do próprio caminhão em que eles viajam. O nome do projeto, "Brasil pelo buraco da agulha", dá uma idéia de como serão as fotos. Um orifício minúsculo na lateral do caminhão permite a passagem da luz, que ao longo de 8 a 10 horas de exposição grava a fotografia direto no papel, com dimensões de 4,5 metros de largura por um metro de altura. O casal começou a correr o mundo em 1984, quando, ainda estudantes, deixou a cidade do Porto, em Portugal, para uma viagem de dois anos até Macau, antigo enclave português na China. Simpatia A viagem começou com uma Kombi, que ficou no caminho quando o casal descobriu que precisava de uma autorização para levar o veículo para o território chinês. Abandoram a Kombi, mas mantiveram os planos de viajar pelo país. Tiveram dois filhos e acabaram ficando em Macau até 2000. Na época, com o filho Elói, hoje com 12 anos, e a filha Sásquia, com 10, atravessaram a Ásia e a Europa até chegar a Portugal, no que se tornou a primeira parte da volta ao mundo que a família quer completar até 2008.
De volta a Portugal, partiram em 2004 para outra aventura, desta vez cruzando as Américas, do Canadá até a Terra do Fogo, na Argentina. Há quatro meses no Brasil, onde pretende morar nos próximos dez anos, nos intervalos das viagens, a família já planeja a etapa seguinte: a partir do ano que vem, da Amazônia em direção ao Tibete. A última parte, em 2008, passará pelo Alasca, Estreito de Bering e Sibéria, chegando a Pequim para as Olimpíadas. Costa-Grande diz que as viagens para mais de 90 países mostraram que o mundo é "muito menos perigoso do que parece e muito mais bonito do que parece" quando visto pelas lentes dos meios de comunicação. O fotógrafo afirma que, durante toda a viagem pelas Américas, nunca passou por nenhum incidente e só teve o vidro do caminhão quebrado duas vezes. Sobre o Brasil, diz que "a princípio duvidou que era tão bom quanto diziam". Depois de quatro meses, afirma que adora São Paulo – segundo ele, a única grande cidade que junta competência e simpatia. "Estou muito impressionado com a simpatia das pessoas", comentou. |
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